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vida a dois

Eduardo e Monica

Eduardo e Monica

O título do texto remete a música do Legião Urbana. Apesar de não ser fã da banda, a letra me fez pensar que seria um bom tema a ser refletido, e suscitou uma questão: o que é necessário para estar junto de alguém? Para além das relações efêmeras e consumíveis da modernidade, ainda buscamos, no fundo, uma relação duradoura. Na tentativa de sermos racionais idealizamos o parceiro, quais deveriam ser os gostos, os tipos de filmes que eles iriam gostar e etc. No fundo, quando pensamos no parceiro de forma racional, estamos pensando em nós e de forma egoísta. A nossa idealização desrespeita o outro. A letra da música narra a história de dois personagens distintos, mas que após conversarem em uma festa estranha com gente esquisita, trocam telefone e sentem a vontade de se ver. O sentimento surgiu entre eles e foi nutrido por ambos. A relação vingou, eles tiveram futuro juntos, casados e com filhos. Renato Russo ainda deixa duas questões:

E quem um dia irá dizer

Que existe razão

Nas coisas feitas pelo coração?

E quem irá dizer

Que não existe razão?

A busca por essa resposta talvez seja algo utópico, e também desnecessário. O sentimento pode ser como aquela flor que brota na fissura do asfalto conseguindo vencer todas as adversidades a sua volta. Pode ser que pensar demais, problematizar impeça de vivenciar experiências, de dar chance ao sentimento surgir. O que encanta Eduardo a Monica e vice versa, não é a beleza, mas a conversa, o diferente aos olhos de cada um. Mais do que encontrar alguém que se assemelhe a nós, a música mostra como eles foram capazes de mostrar um mundo completamente novo, encantador. Havendo a união entre eles, mesmo assim, cada um fez a sua história, conquistou seus objetivos e juntos compartilharam as glorias e as dores.

Silêncio a dois

Silêncio a dois.

A busca por um parceiro afetivo é algo comum. Cada pessoa cria suas expectativas, vislumbra como seria o parceiro ideal e a busca ocorre em nossa vida social. A relação iniciada é um aprendizado. As primeiras, quando revistas, demonstram nossa visão sobre o assunto, revela nossa inocência e imaturidade. Há casais que conseguem superar os percalços e ter uma vida plena em companhia desde o primeiro namoro. O sentimento chamado amor, aquele que representa o desejo que sentimos pela outra pela pessoa, pela saudade que ela gera em sua ausência e até mesmo por aquele “friozinho” na barriga momentos antes do encontro, é algo que quando compartilhado engrandece a relação. A retribuição do que sentimos faz com que nossos sentimentos sejam contemplados. A nossa feição é alterada: é a tal cara de apaixonado. O ponto comum dessa retribuição se encontra na frase: “amar e ser amado”. Dentro dessa relação, dessa proximidade e da intimidade há momentos em que não se faz necessário uma palavra para ser compreendido. O olhar, gesto ou atitude pode ser mais significativo do que mil palavras ditas. Além disso, a companhia da outra pessoa e somente o estar ao lado dela pode representar preenchimento de sentimento. Assim, até mesmo o silêncio a dois pode ter significados únicos e maiores do que conversas vazias ou protocolares. Esse momento sublime pode representar a sintonia entre o casal, pois para seu entendimento não é necessário diálogo e não há espaço para questionamentos sobre o outro ou sobre o que ele está pensando, pois é senso comum de que estão juntos de corpo e “alma”.

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