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Sinceridade.

Sinceridade.

A palavra sinceridade tem o significado de qualidade, estado ou condição do que é sincero; franqueza, lisura de caráter. Ser sincero, atualmente, é ser dotado de uma qualidade que poucos têm. Dizer a verdade nem sempre é tarefa simples, chega a exigir grande esforço. Dentro de um diálogo é um exercício duplo em que o locutor deve dizer o que realmente pensa e o ouvinte que deve absorver as palavras proferidas. Ouvir elogios é prazeroso e afaga a alma, mas ouvir críticas e palavras duras pode machucar profundamente. Porém a vida não é feita só de momentos bonitos como em um conto de fadas de “viveram felizes para sempre”. A sinceridade em uma crítica corre uma linha tênue, pois ela pode passar de crítica construtiva para destrutiva, sendo na verdade uma grande “bronca” opressora, e ao invés de gerar momento de reflexão cria dor, nutre sentimentos que nos fazem mal. Penso que devemos sim ser sinceros, pois faltar com a verdade pode causar mais dor do que uma conversa indigesta. Deve haver um propósito e não fique só em uma crítica pela crítica.

Importância

Importância

A nossa vida é entrelaçada com diversas outras. Relacionamos-nos com pessoas diariamente, e não notamos de fato a relevância que elas têm até que seu trabalho não seja desempenhado corretamente, e aí acaba nos afetando. Nós reproduzimos uma forma de pensar e encarar o mundo em que valorizamos alguns em detrimento de outros. Cada um tem seu valor, contudo de fato sabemos enxergar qual esse valor? Conseguimos respeitar? Se chegarmos atrasados no trabalho e foi por conta do motorista do ônibus que por algum motivo não conseguiu cumprir o itinerário a tempo, nós o culpamos e alguns chegam a reclamar no momento. Cobrá-lo porque está atrapalhando a nossa rotina de alguma maneira. Entretanto, nos demais dias que ele segue a risca e cumpre seu trabalho, lembramos-nos de agradecê-lo? Não é que seja necessário vangloria-lo, mas trata-lo com o devido respeito. Temos a tendência de pensar que seu trabalho é sem importância. Uma simples comparação. O que é mais importante para uma sociedade: lixeiro ou economista. Se os economistas desaparecessem a nossa rotina não iria mudar e continuaríamos trabalhando. E se o lixeiro não fosse mais trabalhar? Imagine a quantidade de lixo que iria acumular o mau cheiro e a situação ainda poderia ser agravada com as chuvas. No entanto, qual o profissional mais valorizado? A divisão social do trabalho em nossa sociedade permite que cada um tenha a sua função, mas não há o devido respeito e valorização. Alguns possuem valor maior ou prestigio que outro. Nós reproduzimos esse comportamento sem refletir.

Valores

Valores

A nossa trajetória é recheada de acontecimentos e significados que vão montando, formando os valores, moldando a nossa ética e a forma de agir. Os nossos pais tentam transmitir seus valores, junto deles, há valores morais da sociedade que estamos e daqueles companheiros que convivem conosco. Diariamente utilizamos valores próprios, os demonstramos quando nossas atitudes são assistidas e quando estamos isolados. Há uma natural preocupação com relação à opinião de terceiros. Quem nunca pensou antes de tomar uma decisão: O que vão pensar de mim? O que meus pais vão achar? Nessas situações usamos o nosso conjunto de valores, mas também ponderamos sobre o reflexo social da ação. Entretanto, essa inquietação pode ser ignorada – e deve ser-. Pois é quando não nos importamos com as opiniões ou reflexo de nossas atitudes que realmente demonstramos nosso valor, a nossa real forma de pensar, agir e aquilo que dentro de nós achamos certo.  A título de ilustração, uma simples situação capaz de exemplificar. Imagine-se passeando por uma praça cheia de famílias e crianças, todos brincam e também reparam sua a presença. Ninguém é estranho a ninguém. Você está comendo um lanche, mas ficou cheio e não quer mais. A sua intenção é livrar-se do lanche, contudo não há cesto de lixo próximo. Você jogaria o lanche no chão? Sua atitude seria imediatamente reprovada através dos olhares dos pais, poderia até ser interpelado por algum deles e ser cobrado pelo mau exemplo. Outra hipótese, para evitar tal situação: você levaria o lanche contigo até encontrar local apropriado, mesmo que isso lhe desagrade. Agora pense. O que teria pautado a sua decisão? Os valores próprios de não se importar em jogar um resto de comida no chão ou o receio de criar uma indisposição em ambiente público? O fato é que em diversas situações escondemos a nossa verdadeira forma de pensar e fazemos por conta de respeito, medo ou até mesmo a simples vontade de não gerar incomodo a nós mesmos. Mas qual o sentido de nos escondermos? A vida nos mostra que passamos por tantas situações que chega momento em que realmente mostramos o nosso real pensamento. Então não seria mais condizente e honesto com nós mesmo agirmos de acordo com a nossa forma de pensar desde o início?

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