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Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.

Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.

A frase que dá título ao texto é oriunda da música Era uma vez da cantora brasileira Kell Smith. Ouvindo a música essa frase chamou a atenção, e fez refletir sobre a infância e a vida adulta. Não importa a idade, a dor está presente. Entretanto, na infância sentimos a dor física de um joelho ralado, de um dedo do pé machucado ao tentar chutar a bola na casa da vizinha descalço ou por um brinquedo quebrado, uma pipa perdida. Naquele momento a dor física se mostra pesada, capaz de arrancar lágrimas e berros. Quando crescemos e conhecemos outros sentimentos, nos deparamos com a dor subjetiva. O conflito de interesses, relacionamentos, discussões e violências simbólicas passam a serem sentidos. Crescemos, deixamos de ser crianças, enfrentamos o mundo do trabalho e continuamos convivendo com a dor. No convívio social somos capazes de sofrer e também de magoar profundamente. As nossas atitudes podem ser muito mais doloridas do que joelho ralado. A nossa forma de agir, por mais racional que seja, é capaz de ferir os outros e a nós mesmos, mas nem sempre percebemos. Nos enchemos de soberba para justificar nossa atitude e desqualificar a ação dos outros. No fundo, a nossa ação busca a autoproteção no sentido de evitar a dor. Mantemos comportamento hedonista e egoísta tentando satisfazer nossos anseios. Somos adultos fortes fisicamente, mas fracos emocionalmente e que sentem mais dores do que quando éramos crianças.

Link para a música no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=xJNKT9HAXRc

Incertezas ou angústias?

Incertezas ou angústias?

O futuro é incerto, pois não temos o domínio sobre o tempo para poder saber o que irá acontecer. O tempo que está por vir nunca será atingido por nós, porque quando chegamos até ele, ele já se transformou em presente. Assim, o agora constrói o amanhã e são nossas ações nesse tempo vivenciado que irá construir o momento intangível. Diante dessa situação criamos ilusões na forma de esperança, mas há momentos que ela se esconde e somos obrigados a conviver com nossas angústias e incertezas sobre o futuro. Nesse cenário, há uma inércia que hora nos puxa positivamente nos momentos esperançosos e há o movimento oposto. No modus operandi da negatividade acabamos navegando no mar de incertezas. Saber lidar com momentos incertos que influenciam diretamente em nosso cotidiano, metas e sonhos, é importante para conseguir sair desse quadro. Para adentrar nesse cenário incerto não há um caminho único, mas há diversos e que possuem pontos de intersecção. A visão de mundo fica entorpecida por esse sentimento e ações que antes pareciam simples, podem transformar-se em verdadeiras muralhas a serem ultrapassada. O sentimento é alimentado individualmente e corrói nossas “entranhas” gerando uma dor que só o individuo sente, mas que ele a transparece em ações, gestos, na face e até na postura corporal. Assim como a chegada nesse ponto, a saída dessa situação possui diversas possibilidades, mas ela é impar. O caminho que pode servir para mim poderá ser a estrada da perdição para outro. O autoconhecimento pode ser uma solução. Os amigos podem exercer papel fundamental. Ou nenhuma das hipóteses poderá servir e a incerteza, angustia e outros sentimentos que nos corroem podem ser prazeroso. Certo é que cabe a grandeza de entender a situação e tomar a decisão que lhe convenha.

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