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Respeito

Transparência.

Há uma frase conhecida: minha vida é um livro aberto. Aqueles que pronunciam ela, estão de alguma maneira anunciando que a própria vida está aberta ao leitor que deseja visita-la e que não há o que esconder. Entretanto, os livros não são os objetos mais fáceis de serem entendidos devido, muitas vezes, a complexidade da escrita e do pensamento de seus autores.

Nós, de alguma maneira voluntária ou involuntária, somos autores que dia após estamos escrevendo o capítulo de nossa história. As palavras, os parágrafos, períodos curtos ou longos que colocamos em nossas páginas facilitando ou dificultando o trabalho dos leitores que selecionamos podem representar a clareza ou ausência dela em nosso pensamento. As histórias que produzimos em nosso “trabalho” podem ser de difícil compreensão, e podem levar ao leitor a conclusão de que não estamos sendo sinceros, abertos, que optamos por esconder ideias, fatos, sentimentos ou que simplesmente omitimos algo. Acontece que essa atitude é involuntária, e que um texto confuso reflete uma mente confusa que está perdida. Texto claro é fruto da clareza de ideias.

O processo de criação é pessoal, e irá refletir os acontecimentos da vida de cada autor. Os bons momentos e vitórias são capítulos que queremos compartilhar, e se possível destacar, gastar o maior tempo possível sobre ele. As derrotas são momentos que queremos esconder, mas ao leitor atento todos os momentos são importantes. Porém cabe a empatia, saber lidar com a frustração de que nem sempre entendemos um texto em sua totalidade. Há exemplos do mundo concreto. Há grandes obras nas ciências que são lidas e relidas, e que em cada ato são descobertos novos apontamentos, significados e perspectivas.

Agora, como exigir a transparência de um autor que escreve involuntariamente desde o momento que veio ao mundo? Uma possível resposta do leitor seria: eu também escrevo e sou claro em minha própria obra! Mas será que isso ocorre? Será que a clareza está de acordo com a visão própria que leva você a ter tal pensamento? Acontece que nesse processo que envolve leitor e obra há desgaste e por consequência frustração. Até porque, quando iremos ler algo criamos de maneira direta ou indireta uma expectativa a respeito do que aquela obra irá nos trazer. Fazemos isso ao olhar a capa do livro, ler a sinopse, os primeiros capítulos e a cada página uma nova expectativa. Enquanto houver leitura, haverá espaço para decepção. Só que somos uma obra inacabada e nesse processo, leitor e obra tem vontade própria, assim a separação entre eles pode ocorrer. Para o leitor inicia a busca por uma nova obra que irá agradar seu paladar, e também irá refletir de forma direta em sua própria obra. Já o escritor involuntário vivencia o momento de encerrar o capitulo e iniciar um novo de maneira transitória, pois o assunto central será o leitor que outrora estava a folhear suas páginas e que lhe aquecia sua capa e tomo.

Confiança: exigimos, mas retribuímos?

Confiança: exigimos, mas retribuímos?

 

A confiança, como dizem, é a base para uma boa relação podendo ela ser de amizade, amorosa ou até mesmo uma relação virtual. O dicionário traz a definição: crença na probidade moral, na sinceridade, lealdade, competência, discrição etc. de outrem; crédito, fé; crença de que algo não falhará, de que é bem-feito ou forte o suficiente para cumprir sua função. Acredito que buscamos ela nas relações, pois a segurança ou lealdade, afasta de nós o medo da decepção ou nos ilude com a sensação de que ele está longe de acontecer. Desta maneira, esperamos um padrão de comportamento daquele(a) com quem nos relacionamos. Exigimos de forma subliminar uma postura e coerência nas atitudes tomadas, e quando elas não nos agradam abre-se espaço para cobrança. O ditado popular já diz: pau que bate em Chico, bate em Francisco. Só que nessa relação as nossas atitudes também são confiáveis? Estamos mais atentos olhando para o outro, e muitas vezes, esquecemos das nossas próprias atitudes ou somos tacanhos, e agimos de maneira a manter o foco no outro afim de que não sejamos questionados. Cobrar é muito mais fácil do que ser cobrado, e muitas vezes estabelece uma relação de poder, dominação sob o outro. Falta empatia para se colocar no lugar do outro; falta caráter para compreender que as ações tomadas são violentas; mais fortes até que uma agressão física. Um exercício até certo ponto utópico é trocar de posição. Seria como olhar no espelho, se colocar no lugar da imagem refletida e encarar você mesmo tendo ciências de todas as atitudes. Como você se encararia? Haveria cobrança? Qual seria a sua atitude?

Afogando no mar de informações.

Afogando no mar de informações.

A produção de informação está em patamar nunca antes visto na história da humanidade. Todos são capazes de produzir informação e transmiti-las através das redes sociais. Ocorre que a era da informação não resulta na geração de cidadãos bem informados e conscientes. A grande oferta de informações, verdadeiras e falsas, inunda a nossa vida e faz com que as consumimos sem distingui-las. Falta empatia de nossa parte para compreender os motivos que levaram a outra pessoa a agir e pensar daquela maneira. Nos sobra egoísmo para nos convencermos de que estamos certos e de que aqueles que divergem de nós estão redondamente enganados e por isso merecem ser punidos. Refletindo a luz das discussões que são travadas cotidianamente, as informações são como verdadeiras espadas embainhadas num duelo. O contraditório, é que hoje o diálogo construtivo é sufocado pelas discussões e pelo nosso medo de sermos contraditos, “ficarmos por baixo”. Na discussão há a busca pelo vencedor, mas na conversa não há um vencedor. A ideia de expor seu ponto de vista de maneira respeitosa e ouvir seu interlocutor é de fazer com que ambos saiam com seus pontos de vista fortalecidos ou que repensem sua posição. Assim, no diálogo, é possível a conversa entre posições diametralmente opostas e não há o receio. A internet através das redes sociais é espaço igualitário para expor ideias e aglutinar indivíduos que compartilham do mesmo ponto de vista, mas o comportamento de internautas reproduz a lógica bélica. Os argumentos na busca pela vitória não são medidos e a defesa pela liberdade de expressão é utilizada para justificar atos de barbaridade. Evoluímos constantemente, mas ao invés de superar nossas diferenças nós estamos indo para lado oposto e nos segregando cada vez mais.

Deixe ir: As intermitências da Morte de José Saramago e o respeito pela morte.

Deixe ir: As intermitências da Morte de José Saramago e o respeito pela morte.

A literatura nos traz diversas abordagens sobre temas que comumente não discutimos ou preferimos não o fazer. José Saramago (1922-2010), escritor português e vencedor do Prêmio Nobel de literatura (1998), apresenta em suas obras, com sagacidade, críticas à sociedade. Seus livros demandam tempo, exigem certa experiência de leitura por conta de sua escrita sem ponto final e com períodos longos, que transforma a narrativa em uma história contada e exige um processo de compreensão da mente do autor. Entretanto, essa ação ocorre de forma natural devido aos constantes diálogos que o autor faz com seu leitor no texto e até de autocrítica, como no seguinte trecho do livro As intermitências da morte: “Os actores do dramático lance que acaba de ser descrito com desusada minúcia num relato que até agora havia preferido oferecer ao leitor curioso, por assim dizer, uma visão panorâmica dos factos, foram, quando da sua inopinada entrada em cena, socialmente classificados como camponeses pobres. O erro, resultante de uma impressão precipitada do narrador, de um exame que não passou de superficial, deverá, por respeito à verdade, ser imediatamente rectificado”.

Fato característico na literatura de José Saramago é a crítica irônica de instituições sociais, tais como, igreja, Governo, imprensa, crime organizado. Através de seu realismo fantástico, Saramago imagina como elas se comportam frente a determinados dilemas. Na obra, as chama de maphia, cuja grafia a diferencia da máfia, pois a primeira contribuiria para resolver a grave situação que assolava aquele ambiente (ausência da morte). Não compreendo, de que serve que se suicidem se não podem morrer, Estes sim, E como o conseguem, É uma história complicada, senhor, Conte-ma, estamos sós, No outro lado das fronteiras morre-se, senhor, Então quer dizer que essa tal organização os leva lá, Exactamente, Trata-se de uma organização benemérita, Ajuda-nos a retardar um pouco a acumulação de padecentes terminais, mas, como eu disse antes, é uma gota de água no oceano, E que organização é essa. O primeiro-ministro respirou fundo e disse, A máphia, senhor, A máphia, Sim senhor, a máphia, às vezes o estado não tem outro remédio que arranjar fora quem lhe faça os trabalhos sujos, Não me disse nada, Senhor, quis manter vossa majestade à margem do assunto, assumo a responsabilidade, E as tropas que estavam nas fronteiras, Tinham uma função a desempenhar, Que função, A de parecer um obstáculo à passagem dos suicidas e não o ser, Pensei que estavam lá para impedir uma invasão, Nunca houve esse perigo, de todo o modo estabelecemos acordos com os governos desses países, tudo está controlado.

As intermitências da morte apresenta uma situação extremamente fantasiosa e inusitada. A morte, já nas primeiras linhas do livro, é apresentada ao leitor e ambientalizada na história: “No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenômeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada”. A situação, já apresentada, é de que a morte abandona aquela sociedade no primeiro dia do ano em um lugar fictício cujo nome não é revelado. As pessoas não morrem mais e, como nas palavras do autor, elas entram em estado de vida suspensa, morte. No entanto, os animais continuaram a morrer e fora daquele determinado território a morte não foi interrompida.

O problema gerado pela ausência da morte é abordado no livro em uma faceta seriada da história, pois as situações hipotéticas são tratadas quase que de forma hermética, por exemplo, a questão da lotação dos hospitais e os asilos que praticamente transformaram-se em cemitérios de vivos, o comportamento do Governo, das funerárias, do crime organizado, dos filósofos e até das famílias que convivem com entes que estão em estado de morte suspensa. No segundo momento da história, Saramago apresenta a morte, seu retorno e mudança em seu modo de proceder. Nesse segundo momento há uma humanização, personificação da morte em figura feminina e como ela é surpreendida por um romance com violoncelista que havia escapado de seu fim.

O escritor aborda a necessidade e a dificuldade encontradas por algumas pessoas que, de certa forma, precisam da morte. A interrupção da morte atinge a todos no ambiente tratado pelo livro. Os doentes terminais, enfermos sem curas e outros não conseguem alcançar a morte e o sofrimento é compartilhado pelas famílias e até pelo Governo, que busca solução para evitar convulsão social. A saída encontrada foi levar aqueles que necessitavam da morte para além da fronteira e depois regressar para o país possibilitando à família realizar o enterro. No atestado de óbito destas pessoas constava o suicídio. A personagem principal da obra traz a reflexão de que ela não é uma vilã da humanidade e Saramago mostra, em poucas palavras, essa ideia: A propósito, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem.

A temática da morte abordada por Saramago pode ser transportada para o nosso cotidiano e ajudar a lidar com esta questão. A conduta moral habitualmente adotada é a defesa da vida em qualquer circunstância. Mas qual é o sentido da vida? Imaginemos as diversas situações que ocorrem nas quais pessoas que têm uma trajetória pessoal marcada pela liberdade e a perda por algum motivo: acidente ou doença. A liberdade está conectada de forma intrínseca à independência e quando passamos para a condição de dependentes, perdemos nossa liberdade. A liberdade está ligada aos atos mais primitivos do ser humano: caminhar, se limpar, tomar um copo d’água.

A compreensão desse processo exige que enfrentemos dilemas morais e a superação da dor própria. O comum é que as pessoas que estão ao redor daquele que sofre com a privação da liberdade lute com todas as forças pela existência, mesmo que isso signifique uma subsistência. A intenção não é praticar uma apologia ao desapego à vida, mas tentar refletir sobre o valor de uma vida sem prazeres, sem liberdade de escolha e ação: total dependência. Se houver uma análise fria sobre diversos casos em que a luta contra a morte se arrasta por longos anos, veremos o desgaste de todos os envolvidos. A luta irá consumir recursos financeiros, físicos e psíquicos. O cansaço estará estampado no rosto e na postura. Será clara a situação. A campanha em prol da vida terá respeitado o enfermo ou terá satisfeito o desejo pessoal dos demais envolvidos em se julgaram na condição de desafiar a morte e manter, pelo máximo de tempo possível, a pessoa viva mesmo em condição de subsistência?

A morte é algo inevitável, a única certeza que temos em nossa vida e mesmo assim escolhemos viver. As escolhas feitas podem ser alteradas de acordo com as novas situações que são apresentadas. A decisão entre viver ou renunciar é tarefa hercúlea para o tomador da decisão e tão trabalhosa é a aceitação pelos que possuem laços afetivos. Porém, é um exercício de sabedoria o ato de respeitar a vontade, compreender que aquele é o último ato em vida e que a escolha pode representar o fim de uma dor imensa e que não pode ser compartilhada por completo, pois somente quem vive aquela situação a conhece e a sente. Assim, como Saramago demonstra em sua obra, a morte possui sua importância e deve ser respeitada por todos.

Importância

Importância

A nossa vida é entrelaçada com diversas outras. Relacionamos-nos com pessoas diariamente, e não notamos de fato a relevância que elas têm até que seu trabalho não seja desempenhado corretamente, e aí acaba nos afetando. Nós reproduzimos uma forma de pensar e encarar o mundo em que valorizamos alguns em detrimento de outros. Cada um tem seu valor, contudo de fato sabemos enxergar qual esse valor? Conseguimos respeitar? Se chegarmos atrasados no trabalho e foi por conta do motorista do ônibus que por algum motivo não conseguiu cumprir o itinerário a tempo, nós o culpamos e alguns chegam a reclamar no momento. Cobrá-lo porque está atrapalhando a nossa rotina de alguma maneira. Entretanto, nos demais dias que ele segue a risca e cumpre seu trabalho, lembramos-nos de agradecê-lo? Não é que seja necessário vangloria-lo, mas trata-lo com o devido respeito. Temos a tendência de pensar que seu trabalho é sem importância. Uma simples comparação. O que é mais importante para uma sociedade: lixeiro ou economista. Se os economistas desaparecessem a nossa rotina não iria mudar e continuaríamos trabalhando. E se o lixeiro não fosse mais trabalhar? Imagine a quantidade de lixo que iria acumular o mau cheiro e a situação ainda poderia ser agravada com as chuvas. No entanto, qual o profissional mais valorizado? A divisão social do trabalho em nossa sociedade permite que cada um tenha a sua função, mas não há o devido respeito e valorização. Alguns possuem valor maior ou prestigio que outro. Nós reproduzimos esse comportamento sem refletir.

Mãe, amiga, parceira, companheira: MULHER

Mãe, amiga, parceira, companheira: MULHER.

No dia 08 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher. A data representa momento de reflexão impulsionado pelos canais de comunicação e ações de políticas públicas voltadas para igualdade de gênero. Atualmente a dedicação é para todo o mês de março, chamado publicamente, o Mês da Mulher. Mas de fato, se é necessário tal investimento em prol desse tema, é porque a nossa civilização ainda carrega traços de barbárie. Não conseguimos respeitar e dar valor as mulheres. Reproduzimos padrões de comportamento de uma sociedade carregada de traços históricos onde a mulher é menosprezada. Falta igualdade, infelizmente, e isso deveria entristecer, nós, homens. O respeito pela mulher e pelos demais gêneros, deveria ser algo natural, enraizado nos valores morais. Respeitar não é só comprar um presente no dia de hoje, e depois expressar tratamento misógino. Respeitar é entender as nuanças, compreender os dilemas dela, acima de tudo, e penso que mais importante, trata-las com igualdade. Vivemos no século XXI, moderno, da era informação, da sociedade de redes e do mundo globalizado, mas ainda não conseguimos dar o mesmo grau de importância a pessoa que está ao nosso lado, pessoa que nos de a vida, a primeira nos alimentar antes mesmo que conseguíssemos abrir os olhos ou dizer uma só palavra. As mulheres merecem respeito e igualdade, hoje e sempre.

O inferno são os outros.

O inferno são os outros.

Vivemos em convívio social desde o nosso nascimento, afinal, temos uma origem e os primeiros a conviver conosco são os nossos pais. Crescemos e aprendemos a expressar nossas vontades primeiro com atitudes simples até chegarmos as palavras e frases. A convivência irá nos acompanhar por toda a nossa vida. Não há vida isolada e por mais que ocorra a tentativa de isolamento, chega momento em que a interação social irá ocorrer. Na vida em sociedade regras foram estabelecidas para haver convivência pacifica, mas isso de fato não ocorre. O processo de aceitar opiniões contrárias demonstra a nossa dificuldade em aceitar aquilo que nos é diferente. É fácil aceitar opiniões que são semelhantes e criticar aquelas que diferem da nossa forma de pensar. Acontece que a presença daquele que difere incomoda. Nos é difícil aceitar a opinião, e nesse ponto demonstramos nossa barbárie, pois aceitar as diferenças é sinal de civilidade. A vida em sociedade impõe negociação permanente. Nesse contexto, a frase que da título ao texto demonstra que colocamos a culpa no outro. Mas qual o nosso grau de responsabilidade? Fazendo exercício de lógica: se o inferno são os outros logo somos o inferno de alguém. De fato negamos a compreensão do pensamento do outro ou simplesmente nos julgamos superiores a ponto de não respeitá-lo. A escolha é individual e da mesma maneira que julgamos também seremos julgados. Não cabe aqui fazer discurso piegas sobre respeito a opiniões contrárias. A intenção de fato é rever o posicionamento individual. Há pessoas que nos incomodam, e que a simples presença torna o ambiente desagradável, mas ela sabe como você se sente? Situação análoga não ocorre com você? Será que você torna o ambiente de alguém intragável?

Respeito

Respeito.

O respeito pode ser definido como demonstrar acatamento ou obediência a; cumprir. O discurso comum é que devemos respeitar para sermos respeitados. A retórica difere das práticas do cotidiano. A fala de respeitar parece não chegar as microrrelações, práticas do cotidiano, local onde de fato respeitar o outro pode ser atitude extremamente significativa. As ações básicas diárias parecem ser afetadas por uma soberba dos indivíduos que julgam ser mais importantes. Não conseguem respeitar a pessoa desconhecida que cruzam numa caminhada pela calçada onde um necessita abrir passagem para outro; não respeita limite de velocidade; não respeita fila; para em local proibido pensando que não causará problema; não respeita motorista que está em uma situação delicada no transito e tantas outras situações. O egoísmo parece chegar a níveis elevados. É fato que isso é algo que na teoria (discurso sobre respeitar) difere da pratica (praticar o respeito). Mas por que se fala tanto em respeito e todos os exigem, mas poucos praticam? A autocrítica seria uma alternativa para entender a posição individual frente essa questão e tantas outras. Entretanto, o ato de pensar sobre nossas atitudes parecer ser algo cada vez mais raro e como esperar a mudança daqueles que julgam serem superiores ou mais importantes. Fica a questão: você pratica respeito no seu dia a dia?

Amizade

Amizade.

O laço afetivo está presente desde o dia em que nascemos. Somos convidados à interação social pelos nossos pais, e apresentados a diversas pessoas antes mesmo que pudéssemos balbuciar as primeiras palavras. A interação, no inicio, é através da expressão facial e do choro. Além do envolvimento com outros adultos somos apresentados a outros bebês. Desde o começo eles são classificados como “amiguinhos”. Os primeiros amigos iniciam vínculo por conta da vontade paterna. No decorrer da vida continuamos a praticar a aproximação social, mas dessa vez está presente a nossa vontade. O interesse guia as relações humanas. É através dele que a aproximação gera amizade, e as experiências compartilhadas nutrem o vínculo. Ocorre que, ao longo da vida acabamos mudando de escola, indo para universidade, mudando de bairro ou até mesmo de cidade. A cada nova mudança ocorre distanciamento dos amigos, mas as conexões verdadeiras continuam independentes da distância ou tempo sem ver um ao outro. Em nossa jornada é um processo natural e cíclico, pois a cada mudança temos a oportunidade de conhecer novas pessoas, criar novos vínculos. O importante é saber lidar com as mudanças e o sentimento de que os vínculos firmados servem para construir a nossa história e deixar a marca dos amigos em nós.

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