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empatia

-Eu te entendo. -Será mesmo?

-Eu te entendo.
-Será mesmo?

 

Compreender o outro é algo que dizemos fazer, e algo que agrada diversas pessoas. Entretanto será que realmente somos capazes ou tentamos nos colocar no lugar da outra pessoa, mas sem perder a nossa referência? Há a palavra empatia que pode ser compreendida como a capacidade de se colocar no lugar do outro. Isso será o suficiente? Não quero aqui dizer que não somos incapazes de entender o sentimento do outro, mas será que realmente o compreendemos em sua complexidade. Quando nos colocamos no lugar do outro, não podemos simplesmente “tomar” a posição que o outro estava e tentar compreender, pois aí será a nossa experiência, o nosso sentimento relatado. É necessário maturidade para praticar a empatia. No momento de se colocar no lugar do outro, deveríamos compreender a sua visão de mundo, como ele incorporou o conhecimento e o valor que ele da as coisas. Seria como se estivéssemos praticando um “divórcio cultural”, nos desprendendo de nosso ponto de vista e realmente enxergando com outros olhos. Sem tal atitude continuamos julgando com base em nosso juízo de valor, e ver o mundo somente sob nossa perspectiva.

Fio vermelho do destino_ crueldade

Fio vermelho do destino_ crueldade.

Akai Ito ou fio vermelho do destino é uma lenda de origem chinesa e, de acordo com este mito, os deuses amarram uma corda vermelha invisível, no momento do nascimento, nos tornozelos dos homens e mulheres que estão predestinados a ser alma gêmea. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar essas duas pessoas que estiverem interligadas fatalmente irão se encontrar!

A lenda acima poderia ser pretexto introdutório para uma divagação sobre relacionamentos, mas o assunto é outro: crueldade. O tema difere da lenda que versa sobre almas gemas, e a utilizo para aproveitar a linha que nos une a diversas outras pessoas que sofrem consequências diretas e indiretas de nossos atos. Desde que nascemos temos ligações com nossos pais, familiares e posteriormente as amizades que cultivamos. Criamos nossas utopias sobre o futuro, porém ocorrem circunstâncias que alteram nossos caminhos, nossa forma de enxergar o mundo e nossos sentimentos. Tornamos-nos pessoas diferentes, secas, duras, insensíveis e egoístas. A falta de sensibilidade e empatia causa a não percepção do reflexo das atitudes que tomamos. A crueldade pode estar nos atos que cometemos, no resultado deles e ela não se restringe a classe social. O filho do empresário pode ser tão ou mais cruel que homem que viveu em situação extrema e escolheu caminho do crime, foi obrigado a não ter escrúpulos para sobreviver e chega ao ponto de falsificar a morte da mãe para conseguir dinheiro. Já o individuo procedente de situação oposta pode não ter a mínima noção e assaltar a empresa da família, prejudicar os negócios e ainda prejudicar todos aquelas outras famílias que estão interligadas. No limite, não há como classificar qual é mais ou menos grave. Os atos são cruéis e torpes. Esses não são únicos casos de crueldade. Há diversos outros casos que vivenciamos e não notamos. Há atos que presenciamos, mas preferimos não intervir e nesses casos a violência é dupla, pois somos cruéis na nossa opção passiva de simplesmente ignorar e seguir com nossa vida.

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