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Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.

Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.

A frase que dá título ao texto é oriunda da música Era uma vez da cantora brasileira Kell Smith. Ouvindo a música essa frase chamou a atenção, e fez refletir sobre a infância e a vida adulta. Não importa a idade, a dor está presente. Entretanto, na infância sentimos a dor física de um joelho ralado, de um dedo do pé machucado ao tentar chutar a bola na casa da vizinha descalço ou por um brinquedo quebrado, uma pipa perdida. Naquele momento a dor física se mostra pesada, capaz de arrancar lágrimas e berros. Quando crescemos e conhecemos outros sentimentos, nos deparamos com a dor subjetiva. O conflito de interesses, relacionamentos, discussões e violências simbólicas passam a serem sentidos. Crescemos, deixamos de ser crianças, enfrentamos o mundo do trabalho e continuamos convivendo com a dor. No convívio social somos capazes de sofrer e também de magoar profundamente. As nossas atitudes podem ser muito mais doloridas do que joelho ralado. A nossa forma de agir, por mais racional que seja, é capaz de ferir os outros e a nós mesmos, mas nem sempre percebemos. Nos enchemos de soberba para justificar nossa atitude e desqualificar a ação dos outros. No fundo, a nossa ação busca a autoproteção no sentido de evitar a dor. Mantemos comportamento hedonista e egoísta tentando satisfazer nossos anseios. Somos adultos fortes fisicamente, mas fracos emocionalmente e que sentem mais dores do que quando éramos crianças.

Link para a música no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=xJNKT9HAXRc

Homem Não Chora Nem Por Dor Nem Por Amor.

Homem Não Chora
Nem Por Dor
Nem Por Amor.

Aquele que diz não chorar pode ser desprovido de sentimento ou está tentando negar, esconder o que realmente sente. O ato de chorar é representativo e poder simbolizar alegria, dor, sofrimento, saudade e diversos sentimentos que só podem ser identificados de acordo com o contexto. Nos sentimentos expostos ao derramar lágrimas, e quando vemos alguém chorar, logo nos vem à cabeça a pergunta: por que ele(a) está chorando? O que aconteceu? No fundo, acredito que sentimos vergonha de chorar em público, e por isso, optamos por fazê-lo em ambientes privados ou na presença de pessoas que realmente confiamos. Mas qual o problema em chorar na frente de outras pessoas? A ideia contemporânea e compartilhada por todos, sobretudo nas redes sociais, trás exacerbação da alegria, felicidade e efemeridade. Esse comportamento faz com que reprimimos sentimentos naturais, e com que sejamos vitimas de nós mesmos. Chorar não é ato de fraqueza, assim como não chorar não é representação de força. Mas é sinal de humanidade. Não somos máquinas sem sentimentos, trabalhando incessantemente sem sentir cansaço, dor e estresse. Temos limites e precisamos saber até onde podemos chegar e respeitar nós mesmos.

Incertezas ou angústias?

Incertezas ou angústias?

O futuro é incerto, pois não temos o domínio sobre o tempo para poder saber o que irá acontecer. O tempo que está por vir nunca será atingido por nós, porque quando chegamos até ele, ele já se transformou em presente. Assim, o agora constrói o amanhã e são nossas ações nesse tempo vivenciado que irá construir o momento intangível. Diante dessa situação criamos ilusões na forma de esperança, mas há momentos que ela se esconde e somos obrigados a conviver com nossas angústias e incertezas sobre o futuro. Nesse cenário, há uma inércia que hora nos puxa positivamente nos momentos esperançosos e há o movimento oposto. No modus operandi da negatividade acabamos navegando no mar de incertezas. Saber lidar com momentos incertos que influenciam diretamente em nosso cotidiano, metas e sonhos, é importante para conseguir sair desse quadro. Para adentrar nesse cenário incerto não há um caminho único, mas há diversos e que possuem pontos de intersecção. A visão de mundo fica entorpecida por esse sentimento e ações que antes pareciam simples, podem transformar-se em verdadeiras muralhas a serem ultrapassada. O sentimento é alimentado individualmente e corrói nossas “entranhas” gerando uma dor que só o individuo sente, mas que ele a transparece em ações, gestos, na face e até na postura corporal. Assim como a chegada nesse ponto, a saída dessa situação possui diversas possibilidades, mas ela é impar. O caminho que pode servir para mim poderá ser a estrada da perdição para outro. O autoconhecimento pode ser uma solução. Os amigos podem exercer papel fundamental. Ou nenhuma das hipóteses poderá servir e a incerteza, angustia e outros sentimentos que nos corroem podem ser prazeroso. Certo é que cabe a grandeza de entender a situação e tomar a decisão que lhe convenha.

Medo da dor.

A dor é sofrimento. Nossas experiências malsucedidas podem ser traumáticas e deixar marcas internas que alteram a nossa forma de encarar e escolher. O medo de sofrer faz com que fiquemos fechados para novas experiências. Mas a escolha racional de evitar sofrimento pode ser irracional: negamos vivenciar experiências que na verdade nos agradariam. As decisões tomadas, as relações que vivemos fazem parte de nossa história. A cicatriz interna deve servir para lembrar-nos do que deu errado e não devemos repetir, mas não deve ser usada como pretexto para reclusão. O pensamento de evitar perdas ou traumas deve ser invertido, mesmo que isso pareça eloquente. A busca deve ocorrer pela felicidade. Os momentos bons e ruins fazem parte da história. Não há narrativas cheias de felicidade, pois a dor, sofrimento e até a perda podem representar momento de crescimento e valoração do que está por vir. Aquele que sempre é feliz não conhece de fato a felicidade, porque nunca sentiu a tristeza e grandeza da reconstrução.

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