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Tornou-me raro entre os demais

O título desse texto é retirado de um livro chamado “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” (fica a dica de leitura!!! Livro ótimo e história diria que pesada). Ela leva a reflexão para além do texto, caro leitor. Ao longo de nossa jornada, nos relacionamos diariamente, criamos diversos tipos de relação. Contudo, há aquelas que nos cativam e que geram o desejo inconsciente de proximidade com o outro. Aqui não está somente a relação amorosa, pois esse movimento perpassa as atividades que fazemos. Isso ocorre dentro do seio familiar, na escola, trabalho e até mesmo nos ambientes virtuais em que a sensação de proximidade já nos satisfaz de alguma maneira com a troca de mensagens ou comentários. No fundo, penso que está o nosso desejo subconsciente de termos atenção, de nos sentirmos completados. Afinal de contas, quem é que não gosta daquela relação em que parece haver uma comunicação por telepatia, que desejos são revelados sem que nenhuma palavra seja dita?

Queremos ser incluídos, fazer parte do grupo e aí estamos em uma relação ampla, em um contexto macro. Entretanto, na maioria das vezes essa é uma relação pequena, particular e, portanto, um cenário micro em que nos revelamos, nos desnudamos. Na frente das demais pessoas, tendemos a assumir posições que muitas vezes são contraditórias com as posições que temos quando estamos com alguém em quem confiamos, que nos completa. Está é aquela pessoa com quem temos um pacto selado. Assim parece que mergulhamos no mar de pessoas à espera de ser fisgado ou fisgar outro peixe para que possamos construir tal vínculo. Acontece que essa metáfora se repete em um looping. Pense em quantas relações você já teve esse tipo de conexão, porque nem todas duram. Algumas estão vinculadas a determinados momentos de nossa vida e isso não implica haver culpados por ela não ter mais validade, mas porque nós, atores sociais, mudamos e estamos sujeitos ao espírito do tempo. Assim, alteramos nosso padrão de valores e aquela piada, que antes nos fazia rir até a barriga doer, hoje perdeu totalmente o sentido.

Concluo minha breve divagação sem a pretensão de uma resposta final, pois também estou ligado ao espírito do tempo e essas ideias que vieram à minha mente e coração podem não ter a mesma relevância amanhã ou depois.

A tormenta antes da calmaria

A vida é cíclica. Há momentos de calmaria e de tormenta. Saber lidar com eles e retirar aprendizados é tarefa que exige maturidade. Importante compreender o momento em que se encontra e o peso das escolhas. São elas que guiam às águas tranquilas ou turbulentas. Antes de escolher é importante que haja calmaria interna para estar bem consigo. O processo de apaziguamento permite clareza na hora da realização das escolhas. É através da clareza do norte interno que permite escolher o caminho para sair da tempestade. Há momentos que é necessário sofrer com os abalos da tempestade para saber o caminho a seguir. Capitanear a própria vida não é fácil, mas é prazeroso, possibilita que a vontade e escolhas guiam sua rota.

Onde nos escondemos?

O nosso comportamento reflete o estado de espírito e o contexto que cerca determinadas situações. Acabamos tendo a tendência de nos fecharmos em um “mundinho” próprio e a tecnologia permite que isso ocorra em qualquer ambiente. Antes dos telefones móveis, era necessário isolamento geográfico, ficar sozinho em um cômodo da casa. Nos dias atuais o celular permite que ocorra o isolamento mesmo em lugares cheio de pessoas como reuniões, sala de aula e até mesmo uma festa. Os motivos para o retraimento variam de acordo com cada personagem, porém há algo em comum nos casos. O conteúdo disponibilizado pelo aparelho entorpece ao ponto dele ser mais atrativo do que as pessoas que estão ao redor. O enclausuramento voluntário permite a visão dos atores excluídos daquele universo, – que observam as reações na face do enclausurado passando por risadas, reações tensas e até mesmo tristes- não compreendam o que está de fato acontecendo e somente que o assunto ali desenrolado é mais interessante. A ação escapista é extremamente comum e corriqueira na sociedade contemporânea, mas ficam questões: para onde levará os envolvidos? Qual alteração trará às relações humanas? São questões intrigantes e sem a resposta atualmente. O tempo e os acontecimentos sociais trarão a resposta, assim como novas questões.

Superação.

O esforço pessoal é algo que feito à sombra, onde não há olhares observando. Esse trabalho é que irá servir como base para o resultado futuro, mas o fruto deste esforço inicial muitas vezes é objeto de cobiça. A busca pelo objetivo final é diária. A superação ocorre com base na energia despendida e suor. A satisfação é sentida na superação, na chegada de novos resultados que antes pareciam impossíveis. Atletas são grandes exemplos. Quando vistos competindo não é possível ter dimensão do esforço; sacrifício feito para chegar naquele rendimento; quantas escolhas difíceis foram necessárias e os momentos de angustias vivenciados são e serão pessoais, mesmo que, haja com quem compartilhar a verdadeira dor só é sentida por quem faz ou sofre a ação. A mesma visão vale para a vida toda. A tentativa de alcançar uma grande meta exige esforço diário, escolhas difíceis e sacrifícios. A descoberta se tal esforço é válido só pode ser feita depois de certo tempo, pois os resultados muitas vezes demoram a aparecer. O certo é que o esforço será recompensado, e após esse processo há mudança pessoal e esse pode ser o maior legado.

Emancipação intelectual: benção ou desgraça?

“Quanto mais claro é o conhecimento do homem, quanto mais inteligente ele é, mais sofrimento ele tem; o homem que é dotado de gênio sofre mais do que todos.” – Arthur Schopenhauer.

A modernidade tecnológica transformou nossa maneira de enxergar as coisas. Cada vez mais temos a sensação de que o tempo “passa” mais rápido de que antes. O tempo continua seguindo ritmo natural, mas o avanço tecnológico aumenta a velocidade dos acontecimentos e isso traz a sensação de que os dias passam cada vez mais rápidos. Junto dessa volatilidade há o fluxo de informações que é imensuravelmente maior do que já fora em um passado recente. Estamos inundados em um mar de informações, notícias e comentários, porém não conseguimos absorvê-las e sim consumi-las como produtos. A realidade dentro dessa era mostra que vivemos tempos de muita informação e pouca formação. O comportamento humano é cada vez mais de um consumidor, sujeito inserido na sociedade de consumo em busca de seu produto e prazer pela satisfação da compra. Não há espaço para generalizar a conduta, mas existe espaço para a incorporação de conhecimentos, aprendizados e assim alcançar a emancipação intelectual. O ocorre é que quando emancipado a visão sobre a realidade é alterada e o comportamento também o é. O posicionamento não deve ser o de antes, e lidar com o novo momento não é tarefa simples, visto que, ir contra a maioria nunca foi empreitada fácil. O sujeito emancipado pode tentar arregimentar novos companheiros através de seu discurso e de sua prática, mas lutar contra um sistema econômico-social que entrega o que promete torna esse lastro que os une difícil de ser quebrado. Para alguns a emancipação pode ser um fardo, pois muitas vezes é mais confortável e prazeroso manter a atual colocação, e continuar com comportamento misto de Homem Blasé e consumidor. O reposicionamento é contínuo, pode ser alterado a qualquer momento, após simples conversa ou informação que de fato seja compreendida ou que gera duvida, e aguce nosso desejo formação social.

Peixe grande em lago pequeno.

 

O filme “Peixe Grande e suas histórias” (2003) dirigido por Tim Burton é cheio de metáforas e, uma delas remete a nossa percepção, atitude na vida profissional e demais âmbitos. Às vezes somos peixe grande, mas em lago pequeno. A metáfora faz menção a mudança do personagem principal de sua cidade pequena para uma cidade grande. Voltando para a nossa vida, a cidade pequena pode ser entendida como nossa zona de conforto. Quando nos colocamos nela podemos relaxar e não alcançar nosso verdadeiro potencial. Dentro da zona de conforto a cobrança é reduzida ou estamos tão acostumados a lidar com ela que nem nos damos conta que existe. A escolha de sair de sair desse local que se torna prazeroso não é fácil, pois temos a tendência a nos acomodar. Mas encarar novos desafios faz crescer, amadurecer e pode motivar novas perspectivas. A acomodação não permite alcançar novos objetivos, talha a vontade de nutrir novas metas, pois a mudança tende a implicar a saída do local confortável. A junção da maturidade e da coragem faz com que possamos ter fé, lutar por nossos objetivos e acordar pela manhã motivados para encarar os novos desafios.

As nossas disputas.

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A competição é algo recorrente em nossa vida. Competimos desde que nascemos pela atenção e por carinho. O convívio social amplia o campo competitivo e se estende por toda a vida. Saber lidar com a competição é fundamental para o autodesenvolvimento. As vitórias e derrotas podem ser devastadoras em nossas vidas, sendo que, a primeira pode esconder aquilo que devemos melhoras e corrigir, enquanto que, a derrota pode ser um fardo muito grande para lidar e gerar graves consequências. Saber lidar com derrotas e frustrações é algo corriqueiro na vida, pois a todo o momento criamos expectativas sobre algo e que nem sempre é contemplado. A idealização ocorre desde um simples encontro que pode ocasionalmente acontecer até questões de suma importância. Ademais, o ambiente possuiu grande influência sobre nós e podemos nos acomodar em lugares que nos sentimos bem e não temos mais disputa. Em certo ponto, nossa vida pode ser espelhada com a de um esportista que sempre está tentando melhorar seu tempo e a grande lição é que, a sua disputa é interna, a tentativa é de que ele seja melhor que si mesmo em cada treino e na prova irá demonstrar e comparar o seu melhor com o melhor de cada companheiro de prática. Assim, devemos nos comparar com aqueles possuidores de grande capacidade, “competidores” que corroboram com o nosso crescimento e desenvolvimento.

A bolha

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Desde que nascemos a nossa realidade é aquilo que está a nossa volta. Seria como se vivêssemos dentro de uma bolha que age como prisma da realidade que a nossos olhos. A nossa condição social é fator primordial na construção da realidade catalisada pela nossa “bolha”, uma “bolha social”. Praticamente chegamos a viver mares de felicidade, onde a triste realidade fica além do horizonte, local em que nossa visão não alcança. Há acontecimentos que rompem a nossa bolha, seria como um trauma em que nossa bolha é rompida e a realidade que estava atrás do horizonte invadisse nosso olhar e nosso coração. As experiências são traumáticas e alteram nossa percepção da realidade. Podemos negar a ocorrência da experiência e tentar refazer a bolha, ou podemos alterar, encarar a realidade que nos envolve. Podemos construir nosso pensamento critico e alterar nossa atitude e valores. A ação em resposta aos acontecimentos é individual e deve ser respeitada, por mais que a indiferença das atitudes de terceiros nos cause náusea. Cabe a ação particular e com seus motivos para que o choque traumático resulte em ações transformadoras da “nova” realidade que outrora não era vista.

O futuro e nossas escolhas.

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Ao nascermos a nossa vida já está delineada. Os nossos pais planejam onde iremos estudar e pensam em como será a nossa vida adulta. Uma vida utópica é pensada, mas a realidade é construída no dia a dia, nas escolhas que fazemos diariamente. O futuro previamente planejado é alterado a cada momento em que tomamos mais consciência, criamos anseios pessoais e pode ser alterado de forma drástica se comparado com o que fora planejado antes mesmo de nascermos. Mas a utopia pessoal ou a fraternal só pode ser alcançada com as decisões tomadas no presente. O futuro é um eterno “vir a ser” e que nunca chega, pois quando ele chega já não é mais futuro e sim presente. A sua construção deve ocorrer no dia a dia, nas decisões que tomamos e nas consequências de tal atitude. A nossa utopia é algo a ser alcançado, mas que nunca conseguiremos tocar e dentro dessa relação contraditória reside sua grandeza que nos motiva. Quando temos o que alcançar podemos no sentir motivados, fortes para chegar a nosso objetivo. Não havendo o foco ou ponto a ser alcançado nos sentimos perdidos. Seria como se nossos dias fossem grandes vazios e sem significados.

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