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Valores

Valores

A nossa trajetória é recheada de acontecimentos e significados que vão montando, formando os valores, moldando a nossa ética e a forma de agir. Os nossos pais tentam transmitir seus valores, junto deles, há valores morais da sociedade que estamos e daqueles companheiros que convivem conosco. Diariamente utilizamos valores próprios, os demonstramos quando nossas atitudes são assistidas e quando estamos isolados. Há uma natural preocupação com relação à opinião de terceiros. Quem nunca pensou antes de tomar uma decisão: O que vão pensar de mim? O que meus pais vão achar? Nessas situações usamos o nosso conjunto de valores, mas também ponderamos sobre o reflexo social da ação. Entretanto, essa inquietação pode ser ignorada – e deve ser-. Pois é quando não nos importamos com as opiniões ou reflexo de nossas atitudes que realmente demonstramos nosso valor, a nossa real forma de pensar, agir e aquilo que dentro de nós achamos certo.  A título de ilustração, uma simples situação capaz de exemplificar. Imagine-se passeando por uma praça cheia de famílias e crianças, todos brincam e também reparam sua a presença. Ninguém é estranho a ninguém. Você está comendo um lanche, mas ficou cheio e não quer mais. A sua intenção é livrar-se do lanche, contudo não há cesto de lixo próximo. Você jogaria o lanche no chão? Sua atitude seria imediatamente reprovada através dos olhares dos pais, poderia até ser interpelado por algum deles e ser cobrado pelo mau exemplo. Outra hipótese, para evitar tal situação: você levaria o lanche contigo até encontrar local apropriado, mesmo que isso lhe desagrade. Agora pense. O que teria pautado a sua decisão? Os valores próprios de não se importar em jogar um resto de comida no chão ou o receio de criar uma indisposição em ambiente público? O fato é que em diversas situações escondemos a nossa verdadeira forma de pensar e fazemos por conta de respeito, medo ou até mesmo a simples vontade de não gerar incomodo a nós mesmos. Mas qual o sentido de nos escondermos? A vida nos mostra que passamos por tantas situações que chega momento em que realmente mostramos o nosso real pensamento. Então não seria mais condizente e honesto com nós mesmo agirmos de acordo com a nossa forma de pensar desde o início?

Mãe, amiga, parceira, companheira: MULHER

Mãe, amiga, parceira, companheira: MULHER.

No dia 08 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher. A data representa momento de reflexão impulsionado pelos canais de comunicação e ações de políticas públicas voltadas para igualdade de gênero. Atualmente a dedicação é para todo o mês de março, chamado publicamente, o Mês da Mulher. Mas de fato, se é necessário tal investimento em prol desse tema, é porque a nossa civilização ainda carrega traços de barbárie. Não conseguimos respeitar e dar valor as mulheres. Reproduzimos padrões de comportamento de uma sociedade carregada de traços históricos onde a mulher é menosprezada. Falta igualdade, infelizmente, e isso deveria entristecer, nós, homens. O respeito pela mulher e pelos demais gêneros, deveria ser algo natural, enraizado nos valores morais. Respeitar não é só comprar um presente no dia de hoje, e depois expressar tratamento misógino. Respeitar é entender as nuanças, compreender os dilemas dela, acima de tudo, e penso que mais importante, trata-las com igualdade. Vivemos no século XXI, moderno, da era informação, da sociedade de redes e do mundo globalizado, mas ainda não conseguimos dar o mesmo grau de importância a pessoa que está ao nosso lado, pessoa que nos de a vida, a primeira nos alimentar antes mesmo que conseguíssemos abrir os olhos ou dizer uma só palavra. As mulheres merecem respeito e igualdade, hoje e sempre.

Nem tudo que reluz é ouro!

Nem tudo que reluz é ouro!

O dito popular que da nome a essa pequena reflexão pode ser interpretado em vários contextos com a similaridade da ilusão. Pretendo aqui remeter à nossa ilusão por algo novo – trabalho, curso, amizade, livro, filme, serie, viagem etc. Ela pode ser como a paixão, nos encantará profundamente, depois irá esfriar e tornar aquela atividade enfadonha, desestimulante. Os sentimentos: paixão e amor podem ser usados para caracterizar a nossa relação com as atividades que desempenhamos. Já ocorreu com você iniciar algo e isto mostrar-se totalmente apaixonante, fazer você sentir saudade e depois de um tempo ocorrer uma guinada de 180 graus? Seria como se você conhecesse melhor, e a partir desse novo ponto de vista, a sua visão mudasse completamente. O que encantara passa a ser desencanto. Claro que há a possibilidade de ocorrer “o amor à primeira vista”, e deve-se sentir privilegiado quando ocorre, pois isso é raro. Somos atraídos pelo “brilho”, que muitas vezes, nós mesmos geramos baseados em nossa interpretação com pouco conhecimento de causa. A nossa análise é baseada na superfície, e nos encantamos com ela, mas quando conhecemos a fundo ou nos deparamos com um interior é que mudamos de opinião. Notamos que nem tudo que reluz é ouro. Só descobrimos isso tentando, observando e “quebrando a cara”. Não há fórmula mágica. Tal como no relacionamento, o que tende a durar é o sentimento que brota naturalmente e que quando notamos já estamos totalmente envolvidos, entorpecidos. Assim como no amor, temos a possibilidade de aprender com nossos erros, acertos e vivermos diversas experiências.

Refém do pensamento

Refém do pensamento

O nosso pensamento molda a forma como interpretamos a realidade. Durante nossa trajetória, nos deparamos com teorias libertárias, conservadoras, de direita, esquerda, concepções que fazem questionar a nossa própria realidade. Como nos romances, algumas ideias seduzem e fazem acreditar piamente que o mundo que ela apresenta é a nossa utopia a ser alcançada. Deixamos ser levados por ideias antagônicas e exercermos ecletismo, pois do ponto de vista teórico, representa uma incompatibilidade. Formamos uma colcha de retalho com ideias pré-concebidas para que ela se encaixe nos nossos interesses. Chega o momento que amadurecemos e escolhemos ideias para seguir. Assim renunciamos as demais opções. É como o desejo pela liberdade que a vida de solteiro demonstra. O fato de não ter um(a) companheiro(a) que nos “amarre”, limite nossos desejos ou que nos prive da liberdade, faz com que reneguemos oportunidades que um relacionamento pode proporcionar. Impede a construção de uma relação em que cada sujeito seja respeitado, incluindo sua noção de liberdade. A vontade de sentir a liberdade acaba camuflando o medo ou outros sentimentos. O fato é que não há possibilidade de viver tudo plenamente e ao mesmo tempo. Saber o que queremos pode ser tarefa extremamente difícil, porém é necessário coragem para que possamos nos libertar de nossos pensamentos que podem agir como prisões. Nesse contexto, somos prisioneiros de nós mesmos em uma cela que de inicio representou a liberdade.

Você NÃO vai conhecer o homem dos seus sonhos.

Você NÃO vai conhecer o homem dos seus sonhos.

O título do texto é uma referência ao filme de Woody Allen Você vai conhecer o homem dos seus sonhos (2010). Aqui não haverá uma sinopse ou análise do filme, mas uma reflexão sobre a idealização que fazemos sobre os parceiros que desejamos ter. A vida, duramente, nos ensina que entre o nosso desejo e a realidade há enorme diferença. Traçamos planos de como será o relacionamento almejado, o que iremos fazer com nosso parceiro e como será cada detalhe. Somos capazes de montar uma lista de requisitos e temos a esperança de encontrar a pessoa que atenda todos nossos anseios. Porém isso não ocorre de forma plena. É prazeroso o ato de sonhar com parceiro ideal e ingênuo também. Nesse processo imaginativo seria como olhar a Lua. Nós só conseguimos ver a parte iluminada pelo sol, mas não conseguimos ver a outra parte, aquela que está obscura. Na montagem do nosso personagem/parceiro a parte iluminada são as qualidades elencadas, mas optamos por não pensar nos defeitos. A utopia pessoal não abre espaço para imperfeições. Mas imaginemos viver ao lado de uma pessoa “perfeita”. Será que essa perfeição não irá incomodar? Um casal necessita viver por todos os momentos: bons, ruins, crises e etc. Cada momento pode representar uma mudança de paradigma e permite que um conheça melhor o outro. Como diria minha bisavó: Se você quer conhecer alguém como dois quilos de sal com ela. Os cardiologistas de plantão podem ficar tranquilos, pois é apenas uma metáfora que remete ao tempo necessário de convivência para maior conhecimento. Mesmo havendo todo esse tempo, há pessoas que conseguem nos surpreender com suas atitudes.  Assim, a nossa construção do personagem que irá entrar em nossa vida e compartilha-la é válida, mas não pode ser a nossa única ferramenta de seleção.

Fio vermelho do destino_ crueldade

Fio vermelho do destino_ crueldade.

Akai Ito ou fio vermelho do destino é uma lenda de origem chinesa e, de acordo com este mito, os deuses amarram uma corda vermelha invisível, no momento do nascimento, nos tornozelos dos homens e mulheres que estão predestinados a ser alma gêmea. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar essas duas pessoas que estiverem interligadas fatalmente irão se encontrar!

A lenda acima poderia ser pretexto introdutório para uma divagação sobre relacionamentos, mas o assunto é outro: crueldade. O tema difere da lenda que versa sobre almas gemas, e a utilizo para aproveitar a linha que nos une a diversas outras pessoas que sofrem consequências diretas e indiretas de nossos atos. Desde que nascemos temos ligações com nossos pais, familiares e posteriormente as amizades que cultivamos. Criamos nossas utopias sobre o futuro, porém ocorrem circunstâncias que alteram nossos caminhos, nossa forma de enxergar o mundo e nossos sentimentos. Tornamos-nos pessoas diferentes, secas, duras, insensíveis e egoístas. A falta de sensibilidade e empatia causa a não percepção do reflexo das atitudes que tomamos. A crueldade pode estar nos atos que cometemos, no resultado deles e ela não se restringe a classe social. O filho do empresário pode ser tão ou mais cruel que homem que viveu em situação extrema e escolheu caminho do crime, foi obrigado a não ter escrúpulos para sobreviver e chega ao ponto de falsificar a morte da mãe para conseguir dinheiro. Já o individuo procedente de situação oposta pode não ter a mínima noção e assaltar a empresa da família, prejudicar os negócios e ainda prejudicar todos aquelas outras famílias que estão interligadas. No limite, não há como classificar qual é mais ou menos grave. Os atos são cruéis e torpes. Esses não são únicos casos de crueldade. Há diversos outros casos que vivenciamos e não notamos. Há atos que presenciamos, mas preferimos não intervir e nesses casos a violência é dupla, pois somos cruéis na nossa opção passiva de simplesmente ignorar e seguir com nossa vida.

O inferno são os outros.

O inferno são os outros.

Vivemos em convívio social desde o nosso nascimento, afinal, temos uma origem e os primeiros a conviver conosco são os nossos pais. Crescemos e aprendemos a expressar nossas vontades primeiro com atitudes simples até chegarmos as palavras e frases. A convivência irá nos acompanhar por toda a nossa vida. Não há vida isolada e por mais que ocorra a tentativa de isolamento, chega momento em que a interação social irá ocorrer. Na vida em sociedade regras foram estabelecidas para haver convivência pacifica, mas isso de fato não ocorre. O processo de aceitar opiniões contrárias demonstra a nossa dificuldade em aceitar aquilo que nos é diferente. É fácil aceitar opiniões que são semelhantes e criticar aquelas que diferem da nossa forma de pensar. Acontece que a presença daquele que difere incomoda. Nos é difícil aceitar a opinião, e nesse ponto demonstramos nossa barbárie, pois aceitar as diferenças é sinal de civilidade. A vida em sociedade impõe negociação permanente. Nesse contexto, a frase que da título ao texto demonstra que colocamos a culpa no outro. Mas qual o nosso grau de responsabilidade? Fazendo exercício de lógica: se o inferno são os outros logo somos o inferno de alguém. De fato negamos a compreensão do pensamento do outro ou simplesmente nos julgamos superiores a ponto de não respeitá-lo. A escolha é individual e da mesma maneira que julgamos também seremos julgados. Não cabe aqui fazer discurso piegas sobre respeito a opiniões contrárias. A intenção de fato é rever o posicionamento individual. Há pessoas que nos incomodam, e que a simples presença torna o ambiente desagradável, mas ela sabe como você se sente? Situação análoga não ocorre com você? Será que você torna o ambiente de alguém intragável?

Incertezas ou angústias?

Incertezas ou angústias?

O futuro é incerto, pois não temos o domínio sobre o tempo para poder saber o que irá acontecer. O tempo que está por vir nunca será atingido por nós, porque quando chegamos até ele, ele já se transformou em presente. Assim, o agora constrói o amanhã e são nossas ações nesse tempo vivenciado que irá construir o momento intangível. Diante dessa situação criamos ilusões na forma de esperança, mas há momentos que ela se esconde e somos obrigados a conviver com nossas angústias e incertezas sobre o futuro. Nesse cenário, há uma inércia que hora nos puxa positivamente nos momentos esperançosos e há o movimento oposto. No modus operandi da negatividade acabamos navegando no mar de incertezas. Saber lidar com momentos incertos que influenciam diretamente em nosso cotidiano, metas e sonhos, é importante para conseguir sair desse quadro. Para adentrar nesse cenário incerto não há um caminho único, mas há diversos e que possuem pontos de intersecção. A visão de mundo fica entorpecida por esse sentimento e ações que antes pareciam simples, podem transformar-se em verdadeiras muralhas a serem ultrapassada. O sentimento é alimentado individualmente e corrói nossas “entranhas” gerando uma dor que só o individuo sente, mas que ele a transparece em ações, gestos, na face e até na postura corporal. Assim como a chegada nesse ponto, a saída dessa situação possui diversas possibilidades, mas ela é impar. O caminho que pode servir para mim poderá ser a estrada da perdição para outro. O autoconhecimento pode ser uma solução. Os amigos podem exercer papel fundamental. Ou nenhuma das hipóteses poderá servir e a incerteza, angustia e outros sentimentos que nos corroem podem ser prazeroso. Certo é que cabe a grandeza de entender a situação e tomar a decisão que lhe convenha.

Silêncio a dois

Silêncio a dois.

A busca por um parceiro afetivo é algo comum. Cada pessoa cria suas expectativas, vislumbra como seria o parceiro ideal e a busca ocorre em nossa vida social. A relação iniciada é um aprendizado. As primeiras, quando revistas, demonstram nossa visão sobre o assunto, revela nossa inocência e imaturidade. Há casais que conseguem superar os percalços e ter uma vida plena em companhia desde o primeiro namoro. O sentimento chamado amor, aquele que representa o desejo que sentimos pela outra pela pessoa, pela saudade que ela gera em sua ausência e até mesmo por aquele “friozinho” na barriga momentos antes do encontro, é algo que quando compartilhado engrandece a relação. A retribuição do que sentimos faz com que nossos sentimentos sejam contemplados. A nossa feição é alterada: é a tal cara de apaixonado. O ponto comum dessa retribuição se encontra na frase: “amar e ser amado”. Dentro dessa relação, dessa proximidade e da intimidade há momentos em que não se faz necessário uma palavra para ser compreendido. O olhar, gesto ou atitude pode ser mais significativo do que mil palavras ditas. Além disso, a companhia da outra pessoa e somente o estar ao lado dela pode representar preenchimento de sentimento. Assim, até mesmo o silêncio a dois pode ter significados únicos e maiores do que conversas vazias ou protocolares. Esse momento sublime pode representar a sintonia entre o casal, pois para seu entendimento não é necessário diálogo e não há espaço para questionamentos sobre o outro ou sobre o que ele está pensando, pois é senso comum de que estão juntos de corpo e “alma”.

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