O título desse texto é retirado de um livro chamado “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” (fica a dica de leitura!!! Livro ótimo e história diria que pesada). Ela leva a reflexão para além do texto, caro leitor. Ao longo de nossa jornada, nos relacionamos diariamente, criamos diversos tipos de relação. Contudo, há aquelas que nos cativam e que geram o desejo inconsciente de proximidade com o outro. Aqui não está somente a relação amorosa, pois esse movimento perpassa as atividades que fazemos. Isso ocorre dentro do seio familiar, na escola, trabalho e até mesmo nos ambientes virtuais em que a sensação de proximidade já nos satisfaz de alguma maneira com a troca de mensagens ou comentários. No fundo, penso que está o nosso desejo subconsciente de termos atenção, de nos sentirmos completados. Afinal de contas, quem é que não gosta daquela relação em que parece haver uma comunicação por telepatia, que desejos são revelados sem que nenhuma palavra seja dita?

Queremos ser incluídos, fazer parte do grupo e aí estamos em uma relação ampla, em um contexto macro. Entretanto, na maioria das vezes essa é uma relação pequena, particular e, portanto, um cenário micro em que nos revelamos, nos desnudamos. Na frente das demais pessoas, tendemos a assumir posições que muitas vezes são contraditórias com as posições que temos quando estamos com alguém em quem confiamos, que nos completa. Está é aquela pessoa com quem temos um pacto selado. Assim parece que mergulhamos no mar de pessoas à espera de ser fisgado ou fisgar outro peixe para que possamos construir tal vínculo. Acontece que essa metáfora se repete em um looping. Pense em quantas relações você já teve esse tipo de conexão, porque nem todas duram. Algumas estão vinculadas a determinados momentos de nossa vida e isso não implica haver culpados por ela não ter mais validade, mas porque nós, atores sociais, mudamos e estamos sujeitos ao espírito do tempo. Assim, alteramos nosso padrão de valores e aquela piada, que antes nos fazia rir até a barriga doer, hoje perdeu totalmente o sentido.

Concluo minha breve divagação sem a pretensão de uma resposta final, pois também estou ligado ao espírito do tempo e essas ideias que vieram à minha mente e coração podem não ter a mesma relevância amanhã ou depois.