Razão e emoção.

O senso comum diz que a razão diverge da emoção. Há ilustrações que mostram um cabo força entre eles representados respectivamente pelo cérebro e pelo coração. Mas por que esse dilema? Realizar esforços contrários a nossa própria vontade traz machucados profundos, e que por vezes demoramos a notar sua presença. Quando isso ocorre, já pode ser tarde demais. A razão pode funcionar como uma muleta para justificar as atitudes que tomamos por medo. O sentimento nos mostra aquilo que precisaremos de coragem, e as vezes, até uma pitada de loucura para vivenciar em sua plenitude. Fato é que podemos ser racionalmente apaixonados. Não há motivos para divergir. Há a necessidade de fugirmos do pragmatismo do senso comum que nos reprime. Viver as emoções é experimentar a liberdade dos sentimentos puros que são gerados de forma natural no interior de cada um.

As nossas experiências frustradas podem nos levar a permanecer na superficialidade do ordinário. Fazemos uma auto-crueldade negando sentimentos, afastando possibilidades com medo do que poderá um dia acontecer. Não somos senhores do tempo. Somos escritores de nossas vidas, e ela é escrita minuto a minuto como uma obra de Saramago onde o ponto final se mostra longe de ser alcançado. Entretanto, nesses períodos simples e compostos, há nossa ação realizada e suas consequências gerando a nossa narrativa que se chama VIDA