Déjà vu da vida.

Muitos dizem que a história se repete; que ela é como uma espiral de caderno contendo pontos de intersecção; ou como Karl Marx disse: A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Certo é que podemos perceber em nossas vidas diversos momentos que temos a nítida sensação já ter passado por aquele momento. O nosso Déjà vu seria praticamente constante. Nietzsche, filosofo alemão desenvolveu o conceito chamado de Eterno Retorno. Na sua ideia, é como se a história se repetisse seguidamente, como o que hoje é conhecido como looping. Vivenciamos situações repetidas vezes e não nos damos conta. Vivenciamos situações em que trocamos de lado, e não paramos para refletir. É como a mulher que casa, e gera aquele sentimento na sogra de ter o filho roubado. Anos depois a história irá se repetir, mas dessa vez, a esposa estará no papel da sogra e poderá ter o mesmo sentimento que sua sogra teve anos atrás. De fato, a história se repete, mas as nossas posições não são as mesmas. Muitos dizem que devemos aprender com a vida (eu me incluo nesse hall), mas como diz Milan Kundera em A Insustentável Leveza do Ser é difícil aprender pois só se vive uma vez. Mesmo assim, a questão ainda permanece: Como aprender? Como ter a sensibilidade de perceber as sutilezas de cada situação? Qual seria o sentido na busca desse aprendizado? Eliminar erros pode significar talhar a liberdade, pois podemos estar predestinados ao “erro”. Qual o mal em “errar”?