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Espaço para leitura e reflexão.

mês

janeiro 2018

Para além do bem e do mal

O ano de 2018 reserva para a população brasileira mais um pleito, porém, ele difere dos já ocorridos em toda a nossa história. O fluxo de informações que ocorre hoje nunca foi visto: as notícias chegam minuto a minuto e, com elas, os boatos. O mundo político sofre com a descrença provocada por seus personagens que, ao longo dos anos, tratam o bem público como empresa particular ou até mesmo como uma “galinha dos ovos de ouro”.

Os candidatos há tempos iniciaram suas ações para movimentar a base de apoiadores, mas ainda chegará o momento do confronto de ideias. A sociedade brasileira está machucada com os acontecimentos dos últimos anos; as manchetes dos meios de comunicação trouxeram muitas notícias de corrupção, redução do tamanho da economia e práticas da classe política em causa própria. Os fatores são somados com a realidade. O poder de compra foi reduzido, os salários foram, muitas vezes, diminuídos em prol da manutenção de cargos e o pensamento de que “é melhor se sujeitar a isso do que estar sem emprego” está presente em todas as camadas da população, que sofre com os choques na economia provocados pelos atos (de) políticos.

A próxima eleição não deverá ser como as anteriores e há uma série de fatores para justificar isso. É preciso pensar além da polarização eleitoral que já foi criada há alguns anos; é necessário ir além de ataques de seguidores de “mitos” ou políticos messiânicos que se colocam como a solução, mas que não apresentam propostas para a nação. Destruir é mais fácil do que construir.

Os debates serão espaços para o confronto de ideias e o (e)leitor deve, a todo momento, pontuar aquilo que deseja. No limite, o cidadão deseja um país melhor, com qualidade de vida, sem a perda de direitos sociais, capacidade de adquirir bens de consumo e qualidade na educação. Seria utópico desejar que os debates dessa eleição fugissem da rotina de ataques pessoais e partissem para a proposição de ideias realmente exequíveis? O que se faz de mais necessário em momento de crise é a oportunidade de novas ideias. As que já foram apresentadas mostram-se esgotadas e é necessário articulá-las com a realidade que está posta, desta maneira, fugindo do estelionato eleitoral. A conquista do voto deveria ser resultado de um projeto de nação feito pelo candidato e não de uma escolha do eleitor pelo “menos pior”.

-Não corra, Forest. Não corra!

-Não corra, Forest. Não corra!

A nossa trajetória é marcada pela busca. Desde os primeiros dias de nossas vidas as metas já fazem parte de nossa vida social, e nesse momento os objetivos são levados por nossos pais. O início é a busca pelos primeiros passos, depois as primeiras palavras e assim por diante. Sempre estamos correndo atrás de algo, e depois que chegamos ao nosso objetivo focamos em outro mais distante ainda. Ocorre que hoje mantemos esse padrão de comportamento, mas agora os objetivos a serem alcançados são bens materiais supérfluos e que nos encantam com o seu fetiche. Acreditamos piamente que ao atingir determinada meta encontraremos a felicidade plena, que comprar determinado item será o nosso Emplasto Brás Cubas resolvendo todas as nossas mazelas trazendo com ele a felicidade plena. O sabor da conquista é totalmente compreensivo, mas ao depositarmos toda nossa energia no resultado final nos esquecemos do processo que antecede. É o caso do atleta que fica pensando em como será desempenho em uma prova que tem grande importância para si. Ele sonhou com aquele momento, imagina-se na prova, e esquece que para ocorrer tudo o que deseja é necessário treinar (processo) dia após dia para só depois realizar seus anseios na participação da prova (resultado). O fim é resultado do empenho e dedicação durante o processo. Entretanto, é natural do nosso comportamento nessa sociedade contemporânea a busca pelo rápido resultado, e esse comportamento efêmero permeia todo o nosso comportamento humano. Temos a gana da rápida ascensão no mundo do trabalho; achamos que dedicar quatro anos para uma graduação é tempo demais; queremos tudo para ontem e não nos damos conta que não conseguimos aproveitar nossas próprias ações por conta do ritmo que seguimos e que não questionamos. Afinal, qual a necessidade de termos tanta pressa?

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