Busca

Refletindo

Espaço para leitura e reflexão.

mês

dezembro 2017

Alienação.

Alienação.

alienação

A alienação tem por significado o processo em que a consciência se torna estranha a si mesma, afastada de sua real natureza. Deixar de ser alienado pode fazer com que questionemos a nossa realidade, nos faz ter a práxis, no sentido marxista de unir teoria e prática para mudar o mundo, alterar a nossa realidade. Entretanto é cada vez mais complicado o processo de reflexão, pois somos dragados por uma lógica que domina a nossa vida. Nem bem abrimos os olhos ao despertar e nossa mente já está nos lembrando dos compromissos que temos, nossas responsabilidades, nossos objetivos e metas que nós mesmos colocamos, mas que não paramos para pensar qual é o real efeito deles, e se realmente nos faz bem. A lógica nos obriga a sermos empreendedores de nossas vidas, e afim de que tenhamos as condições materiais para comprar temos que trabalhar, estudar e progredir e se não conseguimos a culpa é individual. Desta maneira agimos com um olhar único, uma visão que nos cega. É como o antolho (viseira) de um cavalo que o obriga a olhar somente para a direção daquele que está em seu lombo, e o ordena através de chamados com uma violência simbólica ou através do chicote com a violência física. Refletir e questionar a ordem tem seu preço, pois o sistema automaticamente excluí quem pensa diferente, e como diria Bauman, a sociedade de consumo entrega aquilo que promete. Estranho pensar isso, mas as redes sociais e seus grupos servem para mostrar como o interesse comum de determinado assunto serve para aglutinar aqueles de opinião próxima e afastar outros que divergem da opinião do grupo. Reproduzimos essa lógica nas nossas microrrelações e não notamos. A sociedade cada vez mais segmentada, que nos da ilusão de pertencimento a determinado grupo homogêneo de pensamento gera uma atitude de autoproteção do grupo, proteção da “matilha”. Assim praticamos atitudes sem as quais realmente paramos para pensar se concordamos, mas o nosso desejo de sentir contemplado, incluído em um grupo é muito maior. Não é simples pensar diferente. Será que é melhor não pensar e ficar com o sentimento de “identidade” que a nossa sociedade calcada no consumo oferece?

Não há nada de novo Ainda somos iguais

Não há nada de novo
Ainda somos iguais

 

Ao longo de nossa jornada passamos por experiências que nos fazem alterar a nossa percepção. É comum dizermos que não fomos mais a mesma pessoa, que mudamos a todo o momento, e de certa maneira isso possui total coerência. Mas será que mudamos tanto assim? Será que as alterações causadas por decepções, brigas, fim de um relacionamento são tão fortes a ponto de mudarmos completamente? A mudança completa seria aquele sem volta. Será que não passamos por processos e dentro deles alteramos nossa forma de agir por conta do medo de nos machucar, receio de ter aquele sentimento que queremos afastar?  Assim, somos modificados por ações externas e internas que acabamos somatizando. Entretanto, a nossa essência não é alterada, mas podemos suprimi-la. Pensemos em uma pessoa com a característica marcante de estar sorrindo, demonstrando felicidade. Ela pode passar por situações que a faça trocar a felicidade pela tristeza, indiferença. Mas será que ela deixou de ser uma pessoa feliz ou momentaneamente o sentimento de tristeza é maior que a felicidade? Porque passado o momento difícil a felicidade regressa a ela e em um movimento natural, e de mão dupla do interno para o externo. No limite, é como o título da reflexão Não há nada de novo Ainda somos iguais que é um pequeno trecho da música Meu erro da banda Paralamas do Sucesso.

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: