Os bares estão cheios de almas tão vazias.

A frase é retirada da música “Não existe em amor em SP” do cantor Criolo, e uso esse trecho para refletir sobre o que fazemos a noite. Para que saímos à noite? Sabemos realmente o que queremos? Sair à noite, de dia ou fim de tarde, não importa a hora, gostamos de nos divertir. É algo inato ao ser humano. Somos hedonistas em nossa essência. Entretanto, qual o sentido da busca pelo prazer? Será que realmente estamos buscando algo prazeroso ou é uma fuga de problemas mais variados e que nem percebemos como eles nos afetam? Cada um tem seu próprio comportamento, moral e valores, assim agindo de maneira própria. Mas como o título sugere o ambiente a ser refletido é o bar. Aquele que vamos como os amigos e amigas, aquele que vamos à busca de conhecer alguém de maneira informal, aquele que vamos só pelo simples fatos de já não estarmos mais dentro de casa, pois ficar em casa pode ser um enorme tédio. Repetimos a ação de forma tão automática que nem nos damos realmente conta do que estamos fazendo, mas a certeza que temos é que procuramos algo prazeroso e de forma rápida. Porém qual o benefício desse prazer? Será que ele não é mais uma droga social a qual buscamos seu efeito a todo o momento?