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mês

abril 2017

Medo, desejo, sentimento, confiança: a construção da relação.

Medo, desejo, sentimento, confiança: a construção da relação.

A relação humana é algo sublime. Temos diversas experiências durante toda a nossa vida. Há laços de amizade, afetividade, afinidade e amor que são criadas no dia a dia e podem surgir em qualquer ambiente. Temos a capacidade conversar e compartilhar opiniões até em filas. Seria como se o tédio de ter que esperar fosse compartilhado, e a breve conversa torna o momento menos sofrível ou mais prazeroso. As pessoas com quem nos relacionamos de forma duradoura acabam adentrando em nossa vida. Alguns entram, e nem percebemos como e quando isso ocorreu. Notamos a partir do nível de intimidade que é tão grande, mas o tempo de convívio ainda é pequeno. Se os envolvidos estão de acordo, não há nada de errado.

As relações são uma construção a quatro mãos em que a vontade de cada um deve ser colocada e respeitada. Hoje há outras formas de relação que pouco tempo atrás não se poderia imaginar, mas que, de certo de modo, mantém características da amizade. Acredito que elas compartilham de premissas que servem como estanque para sua longevidade e qualidade. A confiança, sinceridade, lealdade e o compromisso são elementos fundadores, porém podem variar seu grau de importância de acordo com cada envolvido.

O convívio humano não é como receita de bolo. Pode ser que os mesmos elementos do parágrafo anterior não façam o menor sentido para você, leitor. O fato é que eles estão presentes. Todavia, a construção da relação será o momento de ajustar o que é imprescindível, o que é supérfluo. O encantamento nela é que a construção nunca estará acabada e pode ser ajustada a cada momento. O ajuste, porém, pode significar o término. O fim é algo dolorido e que nos marca profundamente. A dinâmica de ajuste pode implicar cobrança e cada um reage a sua maneira a ela. Acredito que em um relacionamento há cobrança, mas ela não deve significar aprisionamento. A relação deve ser algo que traga prazer para os envolvidos e se um não está de acordo, certamente algo está errado. A conversa sincera é uma via de solução, porém deve-se superar o medo que há de magoar quem se gosta e expor sua opinião, vontade. Não expor seus sentimentos por medo acaba minando a relação. É como infiltração na casa que você não percebe, e quando nota já pode ser tarde demais.

Manter uma relação não é tarefa simples. Talvez deva ser porque ninguém seja fácil de lidar. Quando estamos incomodados, qualquer coisa nos irrita. Se há barulho o problema é o som e se não há o problema passa a ser silêncio. Assim, somos (eu me incluo) um bando de “chatos” tentando nos relacionar.

Sinceridade.

Sinceridade.

A palavra sinceridade tem o significado de qualidade, estado ou condição do que é sincero; franqueza, lisura de caráter. Ser sincero, atualmente, é ser dotado de uma qualidade que poucos têm. Dizer a verdade nem sempre é tarefa simples, chega a exigir grande esforço. Dentro de um diálogo é um exercício duplo em que o locutor deve dizer o que realmente pensa e o ouvinte que deve absorver as palavras proferidas. Ouvir elogios é prazeroso e afaga a alma, mas ouvir críticas e palavras duras pode machucar profundamente. Porém a vida não é feita só de momentos bonitos como em um conto de fadas de “viveram felizes para sempre”. A sinceridade em uma crítica corre uma linha tênue, pois ela pode passar de crítica construtiva para destrutiva, sendo na verdade uma grande “bronca” opressora, e ao invés de gerar momento de reflexão cria dor, nutre sentimentos que nos fazem mal. Penso que devemos sim ser sinceros, pois faltar com a verdade pode causar mais dor do que uma conversa indigesta. Deve haver um propósito e não fique só em uma crítica pela crítica.

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