Nem tudo que reluz é ouro!

O dito popular que da nome a essa pequena reflexão pode ser interpretado em vários contextos com a similaridade da ilusão. Pretendo aqui remeter à nossa ilusão por algo novo – trabalho, curso, amizade, livro, filme, serie, viagem etc. Ela pode ser como a paixão, nos encantará profundamente, depois irá esfriar e tornar aquela atividade enfadonha, desestimulante. Os sentimentos: paixão e amor podem ser usados para caracterizar a nossa relação com as atividades que desempenhamos. Já ocorreu com você iniciar algo e isto mostrar-se totalmente apaixonante, fazer você sentir saudade e depois de um tempo ocorrer uma guinada de 180 graus? Seria como se você conhecesse melhor, e a partir desse novo ponto de vista, a sua visão mudasse completamente. O que encantara passa a ser desencanto. Claro que há a possibilidade de ocorrer “o amor à primeira vista”, e deve-se sentir privilegiado quando ocorre, pois isso é raro. Somos atraídos pelo “brilho”, que muitas vezes, nós mesmos geramos baseados em nossa interpretação com pouco conhecimento de causa. A nossa análise é baseada na superfície, e nos encantamos com ela, mas quando conhecemos a fundo ou nos deparamos com um interior é que mudamos de opinião. Notamos que nem tudo que reluz é ouro. Só descobrimos isso tentando, observando e “quebrando a cara”. Não há fórmula mágica. Tal como no relacionamento, o que tende a durar é o sentimento que brota naturalmente e que quando notamos já estamos totalmente envolvidos, entorpecidos. Assim como no amor, temos a possibilidade de aprender com nossos erros, acertos e vivermos diversas experiências.