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mês

março 2017

Homem Não Chora Nem Por Dor Nem Por Amor.

Homem Não Chora
Nem Por Dor
Nem Por Amor.

Aquele que diz não chorar pode ser desprovido de sentimento ou está tentando negar, esconder o que realmente sente. O ato de chorar é representativo e poder simbolizar alegria, dor, sofrimento, saudade e diversos sentimentos que só podem ser identificados de acordo com o contexto. Nos sentimentos expostos ao derramar lágrimas, e quando vemos alguém chorar, logo nos vem à cabeça a pergunta: por que ele(a) está chorando? O que aconteceu? No fundo, acredito que sentimos vergonha de chorar em público, e por isso, optamos por fazê-lo em ambientes privados ou na presença de pessoas que realmente confiamos. Mas qual o problema em chorar na frente de outras pessoas? A ideia contemporânea e compartilhada por todos, sobretudo nas redes sociais, trás exacerbação da alegria, felicidade e efemeridade. Esse comportamento faz com que reprimimos sentimentos naturais, e com que sejamos vitimas de nós mesmos. Chorar não é ato de fraqueza, assim como não chorar não é representação de força. Mas é sinal de humanidade. Não somos máquinas sem sentimentos, trabalhando incessantemente sem sentir cansaço, dor e estresse. Temos limites e precisamos saber até onde podemos chegar e respeitar nós mesmos.

Importância

Importância

A nossa vida é entrelaçada com diversas outras. Relacionamos-nos com pessoas diariamente, e não notamos de fato a relevância que elas têm até que seu trabalho não seja desempenhado corretamente, e aí acaba nos afetando. Nós reproduzimos uma forma de pensar e encarar o mundo em que valorizamos alguns em detrimento de outros. Cada um tem seu valor, contudo de fato sabemos enxergar qual esse valor? Conseguimos respeitar? Se chegarmos atrasados no trabalho e foi por conta do motorista do ônibus que por algum motivo não conseguiu cumprir o itinerário a tempo, nós o culpamos e alguns chegam a reclamar no momento. Cobrá-lo porque está atrapalhando a nossa rotina de alguma maneira. Entretanto, nos demais dias que ele segue a risca e cumpre seu trabalho, lembramos-nos de agradecê-lo? Não é que seja necessário vangloria-lo, mas trata-lo com o devido respeito. Temos a tendência de pensar que seu trabalho é sem importância. Uma simples comparação. O que é mais importante para uma sociedade: lixeiro ou economista. Se os economistas desaparecessem a nossa rotina não iria mudar e continuaríamos trabalhando. E se o lixeiro não fosse mais trabalhar? Imagine a quantidade de lixo que iria acumular o mau cheiro e a situação ainda poderia ser agravada com as chuvas. No entanto, qual o profissional mais valorizado? A divisão social do trabalho em nossa sociedade permite que cada um tenha a sua função, mas não há o devido respeito e valorização. Alguns possuem valor maior ou prestigio que outro. Nós reproduzimos esse comportamento sem refletir.

Valores

Valores

A nossa trajetória é recheada de acontecimentos e significados que vão montando, formando os valores, moldando a nossa ética e a forma de agir. Os nossos pais tentam transmitir seus valores, junto deles, há valores morais da sociedade que estamos e daqueles companheiros que convivem conosco. Diariamente utilizamos valores próprios, os demonstramos quando nossas atitudes são assistidas e quando estamos isolados. Há uma natural preocupação com relação à opinião de terceiros. Quem nunca pensou antes de tomar uma decisão: O que vão pensar de mim? O que meus pais vão achar? Nessas situações usamos o nosso conjunto de valores, mas também ponderamos sobre o reflexo social da ação. Entretanto, essa inquietação pode ser ignorada – e deve ser-. Pois é quando não nos importamos com as opiniões ou reflexo de nossas atitudes que realmente demonstramos nosso valor, a nossa real forma de pensar, agir e aquilo que dentro de nós achamos certo.  A título de ilustração, uma simples situação capaz de exemplificar. Imagine-se passeando por uma praça cheia de famílias e crianças, todos brincam e também reparam sua a presença. Ninguém é estranho a ninguém. Você está comendo um lanche, mas ficou cheio e não quer mais. A sua intenção é livrar-se do lanche, contudo não há cesto de lixo próximo. Você jogaria o lanche no chão? Sua atitude seria imediatamente reprovada através dos olhares dos pais, poderia até ser interpelado por algum deles e ser cobrado pelo mau exemplo. Outra hipótese, para evitar tal situação: você levaria o lanche contigo até encontrar local apropriado, mesmo que isso lhe desagrade. Agora pense. O que teria pautado a sua decisão? Os valores próprios de não se importar em jogar um resto de comida no chão ou o receio de criar uma indisposição em ambiente público? O fato é que em diversas situações escondemos a nossa verdadeira forma de pensar e fazemos por conta de respeito, medo ou até mesmo a simples vontade de não gerar incomodo a nós mesmos. Mas qual o sentido de nos escondermos? A vida nos mostra que passamos por tantas situações que chega momento em que realmente mostramos o nosso real pensamento. Então não seria mais condizente e honesto com nós mesmo agirmos de acordo com a nossa forma de pensar desde o início?

Mãe, amiga, parceira, companheira: MULHER

Mãe, amiga, parceira, companheira: MULHER.

No dia 08 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher. A data representa momento de reflexão impulsionado pelos canais de comunicação e ações de políticas públicas voltadas para igualdade de gênero. Atualmente a dedicação é para todo o mês de março, chamado publicamente, o Mês da Mulher. Mas de fato, se é necessário tal investimento em prol desse tema, é porque a nossa civilização ainda carrega traços de barbárie. Não conseguimos respeitar e dar valor as mulheres. Reproduzimos padrões de comportamento de uma sociedade carregada de traços históricos onde a mulher é menosprezada. Falta igualdade, infelizmente, e isso deveria entristecer, nós, homens. O respeito pela mulher e pelos demais gêneros, deveria ser algo natural, enraizado nos valores morais. Respeitar não é só comprar um presente no dia de hoje, e depois expressar tratamento misógino. Respeitar é entender as nuanças, compreender os dilemas dela, acima de tudo, e penso que mais importante, trata-las com igualdade. Vivemos no século XXI, moderno, da era informação, da sociedade de redes e do mundo globalizado, mas ainda não conseguimos dar o mesmo grau de importância a pessoa que está ao nosso lado, pessoa que nos de a vida, a primeira nos alimentar antes mesmo que conseguíssemos abrir os olhos ou dizer uma só palavra. As mulheres merecem respeito e igualdade, hoje e sempre.

Nem tudo que reluz é ouro!

Nem tudo que reluz é ouro!

O dito popular que da nome a essa pequena reflexão pode ser interpretado em vários contextos com a similaridade da ilusão. Pretendo aqui remeter à nossa ilusão por algo novo – trabalho, curso, amizade, livro, filme, serie, viagem etc. Ela pode ser como a paixão, nos encantará profundamente, depois irá esfriar e tornar aquela atividade enfadonha, desestimulante. Os sentimentos: paixão e amor podem ser usados para caracterizar a nossa relação com as atividades que desempenhamos. Já ocorreu com você iniciar algo e isto mostrar-se totalmente apaixonante, fazer você sentir saudade e depois de um tempo ocorrer uma guinada de 180 graus? Seria como se você conhecesse melhor, e a partir desse novo ponto de vista, a sua visão mudasse completamente. O que encantara passa a ser desencanto. Claro que há a possibilidade de ocorrer “o amor à primeira vista”, e deve-se sentir privilegiado quando ocorre, pois isso é raro. Somos atraídos pelo “brilho”, que muitas vezes, nós mesmos geramos baseados em nossa interpretação com pouco conhecimento de causa. A nossa análise é baseada na superfície, e nos encantamos com ela, mas quando conhecemos a fundo ou nos deparamos com um interior é que mudamos de opinião. Notamos que nem tudo que reluz é ouro. Só descobrimos isso tentando, observando e “quebrando a cara”. Não há fórmula mágica. Tal como no relacionamento, o que tende a durar é o sentimento que brota naturalmente e que quando notamos já estamos totalmente envolvidos, entorpecidos. Assim como no amor, temos a possibilidade de aprender com nossos erros, acertos e vivermos diversas experiências.

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