Refém do pensamento

O nosso pensamento molda a forma como interpretamos a realidade. Durante nossa trajetória, nos deparamos com teorias libertárias, conservadoras, de direita, esquerda, concepções que fazem questionar a nossa própria realidade. Como nos romances, algumas ideias seduzem e fazem acreditar piamente que o mundo que ela apresenta é a nossa utopia a ser alcançada. Deixamos ser levados por ideias antagônicas e exercermos ecletismo, pois do ponto de vista teórico, representa uma incompatibilidade. Formamos uma colcha de retalho com ideias pré-concebidas para que ela se encaixe nos nossos interesses. Chega o momento que amadurecemos e escolhemos ideias para seguir. Assim renunciamos as demais opções. É como o desejo pela liberdade que a vida de solteiro demonstra. O fato de não ter um(a) companheiro(a) que nos “amarre”, limite nossos desejos ou que nos prive da liberdade, faz com que reneguemos oportunidades que um relacionamento pode proporcionar. Impede a construção de uma relação em que cada sujeito seja respeitado, incluindo sua noção de liberdade. A vontade de sentir a liberdade acaba camuflando o medo ou outros sentimentos. O fato é que não há possibilidade de viver tudo plenamente e ao mesmo tempo. Saber o que queremos pode ser tarefa extremamente difícil, porém é necessário coragem para que possamos nos libertar de nossos pensamentos que podem agir como prisões. Nesse contexto, somos prisioneiros de nós mesmos em uma cela que de inicio representou a liberdade.