O inferno são os outros.

Vivemos em convívio social desde o nosso nascimento, afinal, temos uma origem e os primeiros a conviver conosco são os nossos pais. Crescemos e aprendemos a expressar nossas vontades primeiro com atitudes simples até chegarmos as palavras e frases. A convivência irá nos acompanhar por toda a nossa vida. Não há vida isolada e por mais que ocorra a tentativa de isolamento, chega momento em que a interação social irá ocorrer. Na vida em sociedade regras foram estabelecidas para haver convivência pacifica, mas isso de fato não ocorre. O processo de aceitar opiniões contrárias demonstra a nossa dificuldade em aceitar aquilo que nos é diferente. É fácil aceitar opiniões que são semelhantes e criticar aquelas que diferem da nossa forma de pensar. Acontece que a presença daquele que difere incomoda. Nos é difícil aceitar a opinião, e nesse ponto demonstramos nossa barbárie, pois aceitar as diferenças é sinal de civilidade. A vida em sociedade impõe negociação permanente. Nesse contexto, a frase que da título ao texto demonstra que colocamos a culpa no outro. Mas qual o nosso grau de responsabilidade? Fazendo exercício de lógica: se o inferno são os outros logo somos o inferno de alguém. De fato negamos a compreensão do pensamento do outro ou simplesmente nos julgamos superiores a ponto de não respeitá-lo. A escolha é individual e da mesma maneira que julgamos também seremos julgados. Não cabe aqui fazer discurso piegas sobre respeito a opiniões contrárias. A intenção de fato é rever o posicionamento individual. Há pessoas que nos incomodam, e que a simples presença torna o ambiente desagradável, mas ela sabe como você se sente? Situação análoga não ocorre com você? Será que você torna o ambiente de alguém intragável?