Silêncio a dois.

A busca por um parceiro afetivo é algo comum. Cada pessoa cria suas expectativas, vislumbra como seria o parceiro ideal e a busca ocorre em nossa vida social. A relação iniciada é um aprendizado. As primeiras, quando revistas, demonstram nossa visão sobre o assunto, revela nossa inocência e imaturidade. Há casais que conseguem superar os percalços e ter uma vida plena em companhia desde o primeiro namoro. O sentimento chamado amor, aquele que representa o desejo que sentimos pela outra pela pessoa, pela saudade que ela gera em sua ausência e até mesmo por aquele “friozinho” na barriga momentos antes do encontro, é algo que quando compartilhado engrandece a relação. A retribuição do que sentimos faz com que nossos sentimentos sejam contemplados. A nossa feição é alterada: é a tal cara de apaixonado. O ponto comum dessa retribuição se encontra na frase: “amar e ser amado”. Dentro dessa relação, dessa proximidade e da intimidade há momentos em que não se faz necessário uma palavra para ser compreendido. O olhar, gesto ou atitude pode ser mais significativo do que mil palavras ditas. Além disso, a companhia da outra pessoa e somente o estar ao lado dela pode representar preenchimento de sentimento. Assim, até mesmo o silêncio a dois pode ter significados únicos e maiores do que conversas vazias ou protocolares. Esse momento sublime pode representar a sintonia entre o casal, pois para seu entendimento não é necessário diálogo e não há espaço para questionamentos sobre o outro ou sobre o que ele está pensando, pois é senso comum de que estão juntos de corpo e “alma”.