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Refletindo

Espaço para leitura e reflexão.

mês

dezembro 2016

Respeito

Respeito.

O respeito pode ser definido como demonstrar acatamento ou obediência a; cumprir. O discurso comum é que devemos respeitar para sermos respeitados. A retórica difere das práticas do cotidiano. A fala de respeitar parece não chegar as microrrelações, práticas do cotidiano, local onde de fato respeitar o outro pode ser atitude extremamente significativa. As ações básicas diárias parecem ser afetadas por uma soberba dos indivíduos que julgam ser mais importantes. Não conseguem respeitar a pessoa desconhecida que cruzam numa caminhada pela calçada onde um necessita abrir passagem para outro; não respeita limite de velocidade; não respeita fila; para em local proibido pensando que não causará problema; não respeita motorista que está em uma situação delicada no transito e tantas outras situações. O egoísmo parece chegar a níveis elevados. É fato que isso é algo que na teoria (discurso sobre respeitar) difere da pratica (praticar o respeito). Mas por que se fala tanto em respeito e todos os exigem, mas poucos praticam? A autocrítica seria uma alternativa para entender a posição individual frente essa questão e tantas outras. Entretanto, o ato de pensar sobre nossas atitudes parecer ser algo cada vez mais raro e como esperar a mudança daqueles que julgam serem superiores ou mais importantes. Fica a questão: você pratica respeito no seu dia a dia?

Hobby

A nossa vida é repleta de atividades desempenhadas desde quando viemos ao mundo. Nas fases iniciais as atividades são descaracterizadas para que não haja cobrança e que tenha um fim lúdico. No decorrer de nossa história criamos novas vontades, desejos de aprender coisas novas e encarar novos desafios. O que irá diferir das atividades anteriores é de que na vida adulta o espaço para o lúdico é reduzido, as atividades e o rendimento que desejamos demandam cobrança. Nesse trajeto, para alcançar nossas metas, haverá cobrança para desempenhar atividades que temos interesse. A atividade que inicialmente se mostra prazerosa ganha feição completamente apaixonante, mas o encantamento pode ir para o caminho oposto: desencantamento, frustração ou trauma. Pense em uma atividade que dê prazer, agora a imagine tendo que realizá-la sempre. A relação é alterada completamente. Enquanto na atividade lúdica ou hobby nós possuímos o domínio do tempo e a realizamos quando bem entendermos. Já quando a atividade caminha para lado profissional, que exige dedicação, perdemos o domínio do tempo, pois iremos realizar não mais de acordo com a nossa vontade, mas sim quando necessário e independente de nosso estado de espírito. O fascínio de algo é muito relativo e está intrinsecamente ligado ao gosto, cultura e rotina de cada individuo. O fato é que as atividades nascem dos hobbies e eles se originam nos nossos desejos que são gestados internamente. Assim, a vontade por algo novo deve ser mantida e aprimorada, assim podemos nos conhecer mais e ver todo o nosso potencial.

Discutir o Brasil.

O acirrado clima político nacional polariza o debate social. Há claros flancos abertos e os participantes defendem pontos de vistas opostos. A situação em que o Estado, a sociedade e a economia nacional se encontram é comum, mas as alternativas diferem em cada campo político. Certo é que, nesse momento de crise nacional, reformas são necessárias e podem alterar a configuração do Estado brasileiro a longo prazo, tendo impacto direto na sociedade através dos serviços prestados e da economia.

A ânsia pelo retorno da baixa inflação, do crescimento econômico e do aumento da renda perpassa o cidadão, porém há demandas, como inclusão social, redução da pobreza, saúde e ensino de qualidade, que não devem sair do horizonte do Estado. Essa questão não é simples, pois está claro que o “mercado” e uma parte significativa de grupos políticos defendem a redução do Estado e a maior participação da área privada. As reformas pretendidas pelo atual Governo corroboram essa visão e a ponte para o futuro aporta em um Estado mínimo, com orçamento engessado e classe trabalhadora “dotada” de legislação e previdência que privilegiam os empregadores.

A sociedade brasileira é formada, em sua maioria, por trabalhadores que precisam dos serviços fornecidos pelo Estado. Historicamente, essa instituição sempre foi construtora da sociedade, passou por reformas liberais e neoliberais, foi dotada de caráter gerencialista, mas voltou a ser aparelhada e grande. A educação e a saúde são de suma importância para a grande massa social e não é por menos que são garantidas pela lei máxima do país.

O embate é claro: Estado mínimo x Estado provedor. Esse embate político no qual os participantes possuem graus diferentes de poder deve ser travado. A discussão e a tomada de decisão fazem parte do jogo político. Mas no horizonte de cada um deve estar o país e a questão de suma importância, para além de aspectos meramente emergenciais, sobre qual é o país almejado para o futuro. As medidas tomadas nesse período irão delinear a construção do futuro da nação que nunca deve sair do horizonte político.

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