A frase acima é do escritor português, José Saramago, pronunciada ao receber o Nobel de literatura em 1998. O homem mais sábio que Saramago se refere é seu avô, o qual, durante sua vida, o ensinou através do conhecimento apreendido. Em nossa vida é comum encontrarmos diversos exemplos como o de Saramago. Deparamos com pessoas com pouquíssima instrução e dotados de uma sabedoria enorme. A vida tem a capacidade de ensinar uma lição nova a cada momento, entretanto nos fechamos para elas. Saber ler, ter vasto conhecimento ou ser dotado de uma imensa inteligência não é sinal de sabedoria. A sabedoria vai além da reprodução de informações, ela é o real aprendizado e assimilação das matérias da vida. É saber transmitir conhecimento e experiências através de simples gestos ou palavras. Assim, sabedoria e inteligência são coisas distintas e muitas vezes não se encontram juntas. Humildade e sensibilidade são necessárias para notar pessoas que estão ao nosso redor que são dotadas de enorme sabedoria, e em uma simples conversa podem nos ensinar muito mais do que aqueles que são dotados de diplomas e saberes acadêmicos.