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mês

novembro 2016

Liberdade?

A liberdade é algo defendido e proclamado no conhecimento popular. No dicionário Aurélio sua definição é: direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem; condição do homem ou da nação que goza de liberdade; conjunto das ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão. De fato há essa liberdade total, respeitando o direito do próximo ou há uma sensação de liberdade vivenciada coletivamente? Somos realmente livres para escolhermos o que bem entendermos ou temos a sensação de sermos livres e escolhermos opções previamente selecionadas? Seria como nos pedissem para fazer a seleção de uma carta de baralho dizendo de que se poderia escolher qualquer uma, mas as opções já haviam sido feitas muito antes. Reflita, as nossas opções já seriam pré-condicionadas e as nossas escolhas teriam expectativas a serem atingidas? Essa questão é repetida diariamente e rotineiramente, pois estamos diante de situações das mais banais até as mais complexas que exigem tomadas de decisão. Assim, fica a questão: existe liberdade?

“O homem mais sábio que já conheci em toda a minha não sabia ler nem escrever”.

A frase acima é do escritor português, José Saramago, pronunciada ao receber o Nobel de literatura em 1998. O homem mais sábio que Saramago se refere é seu avô, o qual, durante sua vida, o ensinou através do conhecimento apreendido. Em nossa vida é comum encontrarmos diversos exemplos como o de Saramago. Deparamos com pessoas com pouquíssima instrução e dotados de uma sabedoria enorme. A vida tem a capacidade de ensinar uma lição nova a cada momento, entretanto nos fechamos para elas. Saber ler, ter vasto conhecimento ou ser dotado de uma imensa inteligência não é sinal de sabedoria. A sabedoria vai além da reprodução de informações, ela é o real aprendizado e assimilação das matérias da vida. É saber transmitir conhecimento e experiências através de simples gestos ou palavras. Assim, sabedoria e inteligência são coisas distintas e muitas vezes não se encontram juntas. Humildade e sensibilidade são necessárias para notar pessoas que estão ao nosso redor que são dotadas de enorme sabedoria, e em uma simples conversa podem nos ensinar muito mais do que aqueles que são dotados de diplomas e saberes acadêmicos.

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