A dor é sofrimento. Nossas experiências malsucedidas podem ser traumáticas e deixar marcas internas que alteram a nossa forma de encarar e escolher. O medo de sofrer faz com que fiquemos fechados para novas experiências. Mas a escolha racional de evitar sofrimento pode ser irracional: negamos vivenciar experiências que na verdade nos agradariam. As decisões tomadas, as relações que vivemos fazem parte de nossa história. A cicatriz interna deve servir para lembrar-nos do que deu errado e não devemos repetir, mas não deve ser usada como pretexto para reclusão. O pensamento de evitar perdas ou traumas deve ser invertido, mesmo que isso pareça eloquente. A busca deve ocorrer pela felicidade. Os momentos bons e ruins fazem parte da história. Não há narrativas cheias de felicidade, pois a dor, sofrimento e até a perda podem representar momento de crescimento e valoração do que está por vir. Aquele que sempre é feliz não conhece de fato a felicidade, porque nunca sentiu a tristeza e grandeza da reconstrução.