O nosso comportamento reflete o estado de espírito e o contexto que cerca determinadas situações. Acabamos tendo a tendência de nos fecharmos em um “mundinho” próprio e a tecnologia permite que isso ocorra em qualquer ambiente. Antes dos telefones móveis, era necessário isolamento geográfico, ficar sozinho em um cômodo da casa. Nos dias atuais o celular permite que ocorra o isolamento mesmo em lugares cheio de pessoas como reuniões, sala de aula e até mesmo uma festa. Os motivos para o retraimento variam de acordo com cada personagem, porém há algo em comum nos casos. O conteúdo disponibilizado pelo aparelho entorpece ao ponto dele ser mais atrativo do que as pessoas que estão ao redor. O enclausuramento voluntário permite a visão dos atores excluídos daquele universo, – que observam as reações na face do enclausurado passando por risadas, reações tensas e até mesmo tristes- não compreendam o que está de fato acontecendo e somente que o assunto ali desenrolado é mais interessante. A ação escapista é extremamente comum e corriqueira na sociedade contemporânea, mas ficam questões: para onde levará os envolvidos? Qual alteração trará às relações humanas? São questões intrigantes e sem a resposta atualmente. O tempo e os acontecimentos sociais trarão a resposta, assim como novas questões.