“Quanto mais claro é o conhecimento do homem, quanto mais inteligente ele é, mais sofrimento ele tem; o homem que é dotado de gênio sofre mais do que todos.” – Arthur Schopenhauer.

A modernidade tecnológica transformou nossa maneira de enxergar as coisas. Cada vez mais temos a sensação de que o tempo “passa” mais rápido de que antes. O tempo continua seguindo ritmo natural, mas o avanço tecnológico aumenta a velocidade dos acontecimentos e isso traz a sensação de que os dias passam cada vez mais rápidos. Junto dessa volatilidade há o fluxo de informações que é imensuravelmente maior do que já fora em um passado recente. Estamos inundados em um mar de informações, notícias e comentários, porém não conseguimos absorvê-las e sim consumi-las como produtos. A realidade dentro dessa era mostra que vivemos tempos de muita informação e pouca formação. O comportamento humano é cada vez mais de um consumidor, sujeito inserido na sociedade de consumo em busca de seu produto e prazer pela satisfação da compra. Não há espaço para generalizar a conduta, mas existe espaço para a incorporação de conhecimentos, aprendizados e assim alcançar a emancipação intelectual. O ocorre é que quando emancipado a visão sobre a realidade é alterada e o comportamento também o é. O posicionamento não deve ser o de antes, e lidar com o novo momento não é tarefa simples, visto que, ir contra a maioria nunca foi empreitada fácil. O sujeito emancipado pode tentar arregimentar novos companheiros através de seu discurso e de sua prática, mas lutar contra um sistema econômico-social que entrega o que promete torna esse lastro que os une difícil de ser quebrado. Para alguns a emancipação pode ser um fardo, pois muitas vezes é mais confortável e prazeroso manter a atual colocação, e continuar com comportamento misto de Homem Blasé e consumidor. O reposicionamento é contínuo, pode ser alterado a qualquer momento, após simples conversa ou informação que de fato seja compreendida ou que gera duvida, e aguce nosso desejo formação social.