Muitas vezes pensamos que gostaríamos de voltar no tempo e podermos realizar algo já feito. O que nos motiva a pensar é que fazendo isso teríamos um aproveitamento diferente, pois nos julgamos mais maduros. A maturidade, ouvimos dizer, é atingida com o tempo e com as experiências. Há experiências traumáticas que nos obrigam a ser maduros, caso contrário, somos punidos em nossas vidas. Em certa medida, somos reflexos de nossas escolhas e das consequências que delas emanam. Mesmo as escolhas mais banais resultam consequências irreversíveis. A maturidade seria o saber escolher, selecionar de forma racional as opções que se apresentam na nossa vida. Mas quando fazemos as escolhas estamos à mercê do imponderável. Mesmo uma partida de xadrez, onde os jogadores estudam, pensam arduamente em suas jogadas e na reação de seu adversário, não escapa do imponderável. Infelizmente ou felizmente não há a possibilidade de regressar na linha do tempo e realizar nosso desejo. Devemos enfrentar a realidade, compreender que vivenciamos o que nos foi possível e o que naquele momento foi de nossa vontade. A “maturidade” atingida no presente é reflexo das escolhas do passado. Somos uma eterna construção inacabada, pois a cada momento inserimos ou retiramos elementos de nossa essência. Cabe encararmos nossos dilemas com a bagagem que temos e ter a consciência para arcar com nossas escolhas.