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Refletindo

Espaço para leitura e reflexão.

mês

agosto 2016

Cabeça de hoje e ação do passado.

Muitas vezes pensamos que gostaríamos de voltar no tempo e podermos realizar algo já feito. O que nos motiva a pensar é que fazendo isso teríamos um aproveitamento diferente, pois nos julgamos mais maduros. A maturidade, ouvimos dizer, é atingida com o tempo e com as experiências. Há experiências traumáticas que nos obrigam a ser maduros, caso contrário, somos punidos em nossas vidas. Em certa medida, somos reflexos de nossas escolhas e das consequências que delas emanam. Mesmo as escolhas mais banais resultam consequências irreversíveis. A maturidade seria o saber escolher, selecionar de forma racional as opções que se apresentam na nossa vida. Mas quando fazemos as escolhas estamos à mercê do imponderável. Mesmo uma partida de xadrez, onde os jogadores estudam, pensam arduamente em suas jogadas e na reação de seu adversário, não escapa do imponderável. Infelizmente ou felizmente não há a possibilidade de regressar na linha do tempo e realizar nosso desejo. Devemos enfrentar a realidade, compreender que vivenciamos o que nos foi possível e o que naquele momento foi de nossa vontade. A “maturidade” atingida no presente é reflexo das escolhas do passado. Somos uma eterna construção inacabada, pois a cada momento inserimos ou retiramos elementos de nossa essência. Cabe encararmos nossos dilemas com a bagagem que temos e ter a consciência para arcar com nossas escolhas.

Sonho x realidade: a vida que sonhamos e a vida que temos.

Desde nossa infância somos convidados a sonhar sobre o nosso futuro. A pergunta mais banal revela o exercício que nos acompanha durante muito tempo: o que você quer ser quando crescer? A reflexão sobre o nosso futuro é constante e passa por diversas instâncias de nossa vida. O pensar, imaginar como poderia ser a nossa vida nos faz criar expectativas e que nem sempre são alcançadas. Nesse ponto mora um dos grandes atos de nossa vida cotidiana: como lidar com a quebra de nossas expectativas.

O ato de sonhar nos traz sentimentos presentes. Quem não gosta de imaginar como seria a vida futura, mas o confronto com a realidade do tempo futuro que chegou muitas vezes é cruel. O ato de não reflexão comparativo sobre o nosso devaneio e a realidade alcançada pode ser escapismo mais prático.

Crescemos, aprendemos cada um a sua maneira através da escola, convivência com amigos e familiares, acontecimentos prazerosos e desgostosos da vida. Somos moldados diariamente por relações e conflitos cotidianos. A maneira como lidamos com esses fatos de nosso cotidiano revela um pouco de nossa história. É inato o exercício de pensar e é, a partir dele, que criamos esperança, perspectivas de situações que desejamos que ocorram. É ato contínuo e com desfechos previsíveis: dar certo ou não. A frustração para muitos pode ser o balde de água fria que apaga a nossa chama de sonhar e para outros pode ser mais uma gota de gasolina em uma grande fogueira. No fundo, depende de suas escolhas.

A vida adulta perante o inocente o olhar de um adolescente é fantasiada pela palavra liberdade. Quando se é adolescente há plena convicção de que na vida adulta haverá liberdade para tomada de decisões que, enquanto adolescente, somos privados. Dentro de sonho pueril negligenciamos o outro lado. Junto com a liberdade de escolha está a responsabilidade para arcar com as atitudes tomadas. Ser adulto, no fundo, é lidar diariamente com a quebra de expectativas que nós mesmos criamos, é lidar com as relações humanas que muitas vezes são conturbadas por nossa própria culpa. Ser adulto é escolher e arcar com as consequências de tal atitude, é fazer o que deve ser feito na hora que deve e não na hora que queremos. Ser adulto também é sonhar e ter a liberdade de escolha para alcançar seus sonhos, mesmo sabendo das dificuldades de alcançar. É ter que acordar todos os dias para trabalhar mesmo que a manhã esteja fria e a cama convidativa. Ser adulto é encarar a vida real.

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